7 obras de arte brasileiras que estão fora do Brasil

Descubra sete obras de arte brasileiras que estão em museus e coleções fora do país.
10/11/2025 às 14:37 | Atualizado há 9 meses
7 obras de arte brasileiras que estão fora do Brasil




A arte brasileira, reconhecida por sua riqueza e diversidade, tem uma parcela significativa de sua produção espalhada pelo mundo. Seja por encomendas de governos estrangeiros, oportunidades em outros países ou vendas para colecionadores internacionais, diversas obras de arte brasileiras encontram-se hoje em museus e coleções fora do Brasil.

Conheça sete exemplos notáveis de obras que representam a arte e a cultura brasileira, mas que estão localizadas em outros países.

Por que o busto de Dom Pedro I está nos Estados Unidos?

O busto de Dom Pedro I, criado pelo artista francês Marc Ferrez, reside na Biblioteca Oliveira Lima, na Universidade Católica da América, em Washington, D.C., EUA. Esculpido em 1826, a obra retrata o imperador com 27 anos e foi produzida inicialmente em gesso, sendo posteriormente fundida em bronze em Paris.

A biblioteca, que abriga o busto, é um importante centro de estudos brasileiros no exterior, abrigando um acervo de cerca de 40 mil volumes, 200 mil páginas de correspondências e 600 obras de arte, incluindo manuscritos de figuras notáveis como Machado de Assis e Lima Barreto.

Como o quadro Abaporu foi parar na Argentina?

Abaporu, uma das obras mais emblemáticas de Tarsila do Amaral, foi pintada em 1928 e presenteada ao seu então marido, Oswald de Andrade. Décadas depois, a obra foi vendida para o colecionador Pietro Maria Bardi e, posteriormente, leiloada em Nova York, onde foi arrematada pelo empresário argentino Eduardo Costantini em 1995.

A aquisição gerou polêmica no Brasil, com tentativas de impedir a saída da obra do país. Atualmente, o quadro está avaliado em cerca de US$ 18,7 milhões e integra o acervo do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA), fundado por Costantini.

Qual a ligação entre a pintura de Di Cavalcanti e a França?

A obra Danse populaire brésilienne, de Di Cavalcanti, foi criada em 1937, em Paris, durante um período em que o artista residia na cidade. Adquirida pelo governo francês durante uma exposição, possivelmente com o apoio de figuras influentes como André Dezarrois, a pintura hoje faz parte da coleção do Museu de Arte Moderna de Paris.

A tela, que reflete a influência de Fernand Léger, retrata cenas do cotidiano de mulheres brasileiras, um tema recorrente na produção de Cavalcanti durante a década de 1930.

Onde estão os Bólides de Hélio Oiticica?

A série Bólides, iniciada por Hélio Oiticica em 1963, é composta por caixas que contêm diversos materiais e convidam o público à interação. Devido a essa característica e a importância do artista, as obras estão espalhadas por diversas instituições de arte no Brasil e no mundo.

O MoMA em Nova York possui o B16, o Met também em Nova York exibe o B30, a Tate Modern em Londres tem o B11 e o Museo Reina Sofía em Madri abriga o B33, entre outros.

Por que o MoMA adquiriu A Lua, de Tarsila do Amaral?

Em 2019, o Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York oficializou a aquisição de A Lua, uma pintura de 1928 de Tarsila do Amaral. Antes de integrar o acervo do museu, a obra pertencia à família Feffer, fundadora da fábrica de papel Suzano, desde a década de 1950.

A transação, cujo valor não foi divulgado, especula-se ter alcançado cerca de US$ 20 milhões, consolidando Tarsila como a artista brasileira com a obra mais valorizada em vendas.

Qual a mensagem por trás da obra Babel, de Cildo Meireles?

Babel, uma instalação de Cildo Meireles concluída em 2001, é uma torre de 5 metros de altura construída com rádios sintonizados em diferentes estações e com o volume baixo. A obra faz alusão à história bíblica da Torre de Babel, onde a confusão de línguas impede a comunicação e a construção de um objetivo comum.

Após ser exibida em diversos museus, a instalação foi adquirida pela Tate Modern, em Londres, em 2013, onde permanece em exposição.

Onde estão os painéis Guerra e Paz de Candido Portinari?

Os painéis Guerra e Paz, de Candido Portinari, foram encomendados pelo governo brasileiro como um presente para a Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1950. Doados em 1957, os murais de grandes dimensões estão localizados no térreo do prédio da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Em 2015, os painéis foram restaurados e, na reinauguração, o então Secretário-Geral Ban Ki-moon destacou a importância da obra como um chamado à ação em prol da paz mundial. Para saber mais sobre a história da arte, veja este artigo sobre a Semana de Arte de 22.

Via Superinteressante

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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