As tecnologias que a Xiaomi removeu discretamente de seus smartphones

Descubra quais tecnologias a Xiaomi eliminou de seus smartphones e entenda os motivos por trás dessas mudanças.
01/12/2025 às 12:36 | Atualizado há 2 semanas
As tecnologias que a Xiaomi removeu discretamente de seus smartphones

A evolução de smartphones Xiaomi sempre foi marcada por decisões estratégicas, algumas vezes significando o abandono de tecnologias em prol de inovação e modernização. Desde seus primórdios como uma empresa focada em software até se tornar uma gigante global de dispositivos inteligentes, a Xiaomi passou por diversas transformações. Algumas dessas mudanças envolveram a descontinuação de recursos de hardware e software que já não se encaixavam em seus planos.

Por que a Xiaomi trocou a MIUI pela HyperOS?

Lançada em 2010, a MIUI foi a primeira interface da Xiaomi, construindo uma base de mais de 500 milhões de usuários ativos mensais. Em 2023, a Xiaomi substituiu a MIUI pela HyperOS, visando unificar sua arquitetura em smartphones, dispositivos IoT e veículos elétricos.

A mudança estratégica visou otimizar a interconectividade entre dispositivos, melhorar o desempenho entre sistemas e modernizar os recursos de inteligência artificial (IA). A versão global da HyperOS mantém semelhanças com a interface da MIUI, enquanto a versão chinesa oferece funcionalidades aprimoradas com IA.

Quais modelos deixaram de ser suportados com a HyperOS 3?

Com a chegada da HyperOS 3, baseada no Android 16, a Xiaomi começou a retirar o suporte para modelos mais antigos. Entre eles, a série Xiaomi 11, a geração Redmi Note 11 e a série Xiaomi Pad 5.

Essa medida alinha-se aos planos de longo prazo da Xiaomi, buscando manter um ecossistema estável, similar ao da Apple, integrando smartphones, tablets e veículos. A mudança também incentiva os usuários a migrarem para hardwares mais recentes, capazes de suportar a arquitetura da HyperOS. Para saber mais sobre a HyperOS, veja este artigo sobre um tema que traz o visual da OneUI da Samsung para Xiaomi com HyperOS.

Por que as câmeras pop-up foram deixadas de lado?

As câmeras frontais pop-up surgiram como uma solução para oferecer telas sem interrupções, eliminando notches e furos. A Xiaomi implementou essa tecnologia de forma agressiva no Mi 9T e no Redmi K20, utilizando mecanismos motorizados para entregar telas AMOLED de ponta a ponta.

O design apresentava limitações de engenharia. Os sistemas pop-up demandavam mais espaço interno no celular, adicionando complexidade para acomodar a bateria, antenas 5G e o sistema de gerenciamento térmico. Além disso, esses dispositivos enfrentavam desafios em relação à resistência à água, durabilidade e experiência de uso a longo prazo.

Com a expansão das redes 5G, o espaço interno tornou-se ainda mais valioso, e as fabricantes optaram por telas com furos, que ofereciam menor custo, maior confiabilidade e melhor certificação IP. Eventualmente, a Xiaomi encerrou seu programa de câmeras pop-up, padronizando abordagens de tela mais modernas em sua linha.

O que aconteceu com a tecnologia de lente líquida?

A tecnologia de lente líquida surgiu com o Xiaomi Mi Mix Fold, apresentando uma solução óptica inspirada no olho humano. O objetivo era combinar fotografia telefoto e macro utilizando um único módulo de câmera com fluido de forma variável dentro de uma lente selada.

Apesar do conceito avançado, a lente líquida apresentava limitações importantes: altos custos de fabricação e suporte apenas para sensores pequenos, de até 1/1.8 polegadas. Isso impediu a Xiaomi de integrá-la em modelos flagship equipados com sensores maiores. As tecnologias convencionais, como lentes periscópio e sensores de 200MP, ofereciam melhor desempenho em zoom e imagem macro.

A Xiaomi abandonou o desenvolvimento de lentes líquidas para celulares de mercado de massa, voltando a sistemas ópticos convencionais mais escaláveis. Modelos mais recentes, como o novo iPad Pro M5, tem trazido inovações para o mercado.

Por que a Xiaomi removeu a marca “Mi”?

Em 2021, a Xiaomi anunciou a remoção da marca “Mi” de seus smartphones. O “Mi 11”, por exemplo, passou a ser chamado apenas de “Xiaomi 11”. Essa mudança seguiu uma estratégia global para unificar a nomenclatura dos produtos, fortalecendo a identidade da marca e reduzindo inconsistências entre regiões.

A transição visa unificar smartphones, dispositivos AIoT e futuros veículos elétricos sob uma marca globalmente reconhecida. Essa estratégia pode ser comparada com a de outras empresas, como a Samsung que lidera o mercado global de TVs há quase 20 anos.

Por que a Xiaomi eliminou as entradas 3.5mm e microSD?

Assim como outras fabricantes de smartphones premium, a Xiaomi eliminou a entrada para fone de ouvido de 3.5mm e o slot para cartão microSD de seus modelos flagship. A medida alinha-se com as tendências da indústria, que priorizam resistência à água, robustez interna e soluções de armazenamento orientadas ao ecossistema, como o armazenamento em nuvem.

Baterias maiores e sistemas de resfriamento mais sofisticados exigem mais espaço. A proteção contra água e poeira é mais difícil de implementar com portas externas. O armazenamento UFS de alta velocidade oferece desempenho superior aos cartões microSD. Áudio sem fio e serviços em nuvem tornaram-se parte central do ecossistema AIoT da Xiaomi.

Essas mudanças resultaram em designs mais limpos, arquitetura interna simplificada e melhor compatibilidade com os recursos futuros da HyperOS. A empresa também anunciou um relatório semanal de bugs do HyperOS.

Perguntas Frequentes sobre Evolução de Smartphones Xiaomi

Por que a Xiaomi abandonou tecnologias antigas em seus smartphones?

A Xiaomi busca inovar e modernizar seus produtos, descontinuando tecnologias que não se encaixam em seus planos de longo prazo ou que apresentam limitações técnicas.

Qual o impacto da HyperOS nos modelos mais antigos da Xiaomi?

A HyperOS 3 marcou o início da descontinuação do suporte para alguns modelos mais antigos, como a série Xiaomi 11 e a geração Redmi Note 11, visando otimizar o ecossistema da marca.

Via XiaomiTime

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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