Como funcionam os programas para monitorar funcionários e o caso Itaú

Saiba como softwares monitoram a produtividade dos funcionários e o que a LGPD diz sobre esses sistemas.
09/09/2025 às 11:52 | Atualizado há 11 meses
Como funcionam os programas para monitorar funcionários e o caso Itaú

O home office se tornou uma realidade para muitos, mas junto com ele, vieram novas formas de monitorar a produtividade dos funcionários. Recentemente, o Itaú Unibanco demitiu cerca de mil colaboradores sob a justificativa de incompatibilidades entre o registro de ponto e as atividades realizadas remotamente. Mas como funcionam esses programas para monitorar funcionários e o que diz a lei sobre isso?

Como os softwares de monitoramento de funcionários medem a produtividade?

Esses softwares, como Teramind e XOne, são instalados nos computadores corporativos e coletam dados como o tempo de uso do equipamento, a quantidade de cliques e os programas que o usuário está acessando. O objetivo é mensurar a produtividade e garantir que o tempo de trabalho esteja sendo utilizado de forma eficiente.

De acordo com empresas que oferecem esses serviços, o uso desses softwares pode aumentar a produtividade em até 30%. Eles monitoram a memória em uso, a abertura de abas e a criação de chamados, entre outras atividades.

O que diz a LGPD sobre o monitoramento de funcionários?

A prática de monitorar funcionários é legal, mas a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige transparência. Isso significa que os funcionários devem ser informados sobre quais dados serão coletados, qual a finalidade dessa coleta e como esses dados serão tratados.

O Itaú Unibanco, por exemplo, monitora as atividades de seus funcionários nas máquinas e nos softwares do banco. Ao comparar a atividade no computador com a jornada registrada, o banco identificou inconsistências que levaram às demissões.

Quais são os exemplos de softwares de monitoramento mais utilizados?

Existem diversos softwares de monitoramento no mercado, cada um com suas particularidades. O XOne, por exemplo, dá uma nota de “comportamento digital” ao funcionário, considerando critérios como aderência à jornada de trabalho, inatividade e uso da internet. A empresa afirma que 80% das empresas veem resultados imediatos, com aumento de produtividade e redução de custos.

Outros softwares populares incluem o Teramind, que utiliza inteligência artificial para identificar tendências a partir dos dados coletados, e o Time Doctor, que consegue gravar a tela do usuário e detectar soluções que tentam burlar o monitoramento.

Quais as alegações dos funcionários demitidos pelo Itaú?

Após as demissões, alguns funcionários alegaram que a acusação de baixa produtividade não procede. Eles afirmam que muitos tinham avaliações positivas e até haviam sido promovidos. Além disso, reclamam que o banco não apresentou as métricas de telemetria que resultaram nas demissões.

O Itaú, por sua vez, informou que os desligamentos foram resultado de uma revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e ao registro de jornada. O banco alega ter identificado padrões incompatíveis com seus princípios de confiança.

Perguntas Frequentes sobre Programas para Monitorar Funcionários

O que são programas para monitorar funcionários?

São softwares instalados em computadores corporativos que coletam dados sobre o uso do equipamento, como tempo de uso, cliques e programas acessados, com o objetivo de mensurar a produtividade.

O monitoramento de funcionários é legal?

Sim, desde que haja transparência e os funcionários sejam informados sobre quais dados serão coletados, qual a finalidade da coleta e como os dados serão tratados, conforme exige a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Quais dados esses programas coletam?

Os dados coletados incluem tempo de uso do computador, quantidade de cliques, programas acessados, memória em uso, abertura de abas, criação de chamados e navegação na internet.

Quais são os softwares de monitoramento mais conhecidos?

Alguns dos softwares mais populares são Teramind, Time Doctor, Hubstaff e XOne, cada um com funcionalidades e características específicas para monitorar e aumentar a produtividade dos funcionários.

Via Folha de S.Paulo

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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