Confiança da indústria brasileira recua em outubro, revela FGV

FGV indica queda na confiança da indústria em outubro e pessimismo para os próximos meses.
29/10/2025 às 09:26 | Atualizado há 1 mês
Confiança da indústria brasileira recua em outubro, revela FGV

A confiança da indústria do Brasil registrou mais um recuo em outubro, acumulando o sétimo resultado negativo no ano. O levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela um pessimismo crescente no setor, refletindo as dificuldades enfrentadas no cenário macroeconômico atual.

Por que a confiança da indústria brasileira está em declínio?

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apresentou uma queda de 0,7 ponto em outubro, atingindo 89,8 pontos. Esse resultado praticamente anulou a leve recuperação de 0,1 ponto observada em setembro, consolidando uma trajetória de desconfiança ao longo do ano.

Segundo Stéfano Pacini, economista do FGV-IBRE, o cenário macroeconômico complexo tem impactado diretamente o setor industrial. Apesar da diminuição da incerteza e do bom desempenho do mercado de trabalho, a indústria demonstra pessimismo e não vislumbra um aquecimento da demanda, o que indica uma possível desaceleração nos próximos meses.

Qual é o sentimento atual dos empresários do setor?

O Índice de Situação Atual (ISA) também registrou um recuo, com uma queda de 0,8 ponto, atingindo 94,2 pontos. Esse indicador reflete a percepção dos empresários em relação ao momento presente do setor industrial.

A FGV aponta que a principal preocupação dos empresários está relacionada ao alto nível dos estoques em diversos setores da indústria. Esse excesso de produtos armazenados pode indicar uma dificuldade em escoar a produção e, consequentemente, um impacto negativo nas finanças das empresas. Especialistas da Thomson Reuters alertam que o mercado global de inteligência artificial ultrapassa US$ 190 bilhões e revoluciona avaliações empresariais.

O que esperar para os próximos meses na indústria?

O Índice de Expectativas (IE), que mede a percepção sobre os próximos meses, também apresentou um resultado negativo. O indicador recuou 0,7 ponto, atingindo 85,4 pontos, o pior resultado desde junho de 2020, quando marcou 75,8 pontos.

Pacini destaca que o pessimismo em relação ao futuro é generalizado em todas as categorias de uso, especialmente entre as produtoras de bens duráveis. Essas empresas são mais suscetíveis aos efeitos da política monetária restritiva, que busca controlar a inflação por meio da manutenção de taxas de juros elevadas. A alta da Selic, inclusive, já impacta a projeção de crescimento da construção civil, que cai para 1,3%, segundo a CBIC.

Qual o impacto da taxa de juros na confiança da indústria?

A manutenção da taxa básica de juros em 15% pelo Banco Central tem gerado preocupação no setor industrial. A decisão indica que a Selic permanecerá inalterada por um longo período, como forma de garantir o cumprimento da meta de inflação.

Essa política monetária contracionista pode impactar negativamente o desempenho da indústria, especialmente para as empresas que dependem de crédito para financiar suas atividades. O aumento do custo do dinheiro pode dificultar o acesso a recursos e, consequentemente, comprometer os investimentos e a produção. A situação também pode gerar reflexos da política monetária contracionista.

Perguntas Frequentes sobre Confiança da indústria do Brasil

Por que a confiança da indústria caiu em outubro?

A confiança da indústria no Brasil caiu em outubro devido a um cenário macroeconômico complexo, com preocupações sobre a desaceleração da atividade, altos níveis de estoque e os impactos da política monetária contracionista.

Qual a principal preocupação dos empresários?

A principal preocupação dos empresários é o alto nível de estoques, indicando dificuldades em escoar a produção, o que pode afetar negativamente as finanças das empresas e trazer maior pessimismo para o setor industrial.

Via InfoMoney

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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