Conteúdo produzido por IA supera humanos e transforma a internet em 2025

Em 2025, a maior parte do conteúdo online é gerada por inteligência artificial, mudando a forma como interagimos na internet.
26/10/2025 às 17:52 | Atualizado há 9 meses
Conteúdo produzido por IA supera humanos e transforma a internet em 2025

Uma transformação marcante está redefinindo a internet: pela primeira vez, o conteúdo feito por IA ultrapassou a produção humana. Em 2025, mais da metade dos textos online são gerados por máquinas, um fenômeno que se estende a áudios e vídeos. Essa mudança levanta questões sobre o futuro da interação digital e o papel das emoções na tecnologia.

Por que a inteligência artificial domina a criação de conteúdo online?

O aumento do conteúdo feito por IA reflete uma mudança no foco das empresas de tecnologia. Inicialmente, a IA era vista como ferramenta para tarefas específicas, mas agora busca-se o engajamento do usuário, ou seja, prolongar o tempo de uso das plataformas. A lógica é similar à das redes sociais, mas impulsionada pela inteligência artificial.

A OpenAI, por exemplo, planeja permitir conversas de teor sexual com sua IA para adultos e lançou o Sora, aplicativo de vídeos curtos gerados por inteligência artificial, competindo diretamente com o TikTok. Essa mudança estratégica visa manter os usuários conectados e investindo tempo nas plataformas.

De que forma as IAs exploram as vulnerabilidades humanas?

Empresas do setor estão investindo em IAs que simulam companhia, como “amigas”, “namoradas” ou “terapeutas”, criando laços emocionais entre humanos e máquinas. Essa tendência inaugura o que pode ser chamado de “capitalismo de dependência”, onde a IA usa de sua capacidade de processamento para testar padrões de comportamento em milhões de pessoas, identificando sinais objetivos e, assim, atuando como ferramenta de condicionamento.

A inteligência artificial ocupa uma posição estratégica para identificar e explorar fragilidades como solidão, tristeza e luto, especialmente entre os jovens. Em um mundo onde o isolamento é crescente, a IA surge como uma alternativa fácil e acessível para desabafar, em comparação com a busca por interação humana.

Qual o risco da “grande ruptura” potencializada pela IA?

A “grande ruptura”, um conceito que já alertava para a instrumentalização das mídias digitais na manipulação emocional, ganha ainda mais força com a IA. Se antes a informação servia como veículo para efeitos emocionais, agora a inteligência artificial amplia exponencialmente essa capacidade de manipulação.

Em 2021, já se observava a demolição da cultura e o aumento da ansiedade impulsionados pelas redes digitais. Agora, a IA eleva esses efeitos a um novo patamar, automatizando e personalizando a exploração das emoções humanas. Um especialista em segurança destaca os dados como ponto vulnerável da IA.

Existe alguma solução para o domínio da IA no conteúdo online?

Diante desse cenário, o sociólogo Hermano Vianna propõe uma “Revolução Francesa” na internet, reconstruindo espaços públicos e promovendo o senso de comunidade. Essa ideia busca resgatar a essência da internet como espaço de troca e debate, em vez de um ambiente dominado por algoritmos e manipulação emocional.

Ronaldo Lemos, colunista da Folha, levará essa proposta a Emmanuel Macron, presidente da França, visando encontrar soluções para reconstruir as praças públicas digitais e fortalecer a democracia na era da inteligência artificial.

Via Folha de S.Paulo

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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