A resposta do governador do Pará, Helder Barbalho, às críticas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a realização da COP30 em Belém, ganhou destaque nas redes sociais. Trump questionou a construção de uma rodovia na Amazônia para facilitar o acesso à conferência, levando Barbalho a defender a importância de ações concretas contra as mudanças climáticas.
Qual foi a crítica de Donald Trump à COP30 em Belém?
Donald Trump ironizou a abertura de uma rodovia na Amazônia, sugerindo que a área foi destruída para a construção da via, com o objetivo de facilitar o acesso de ambientalistas à COP30 em Belém. A crítica foi feita em uma publicação nas redes sociais do ex-presidente.
A rodovia em questão foi apontada como um exemplo de contradição, já que a conferência busca discutir e propor soluções para a preservação do meio ambiente. Trump questionou se a construção da estrada seria realmente benéfica para o planeta.
Como Helder Barbalho respondeu às críticas de Trump?
Em resposta, Helder Barbalho utilizou o mesmo canal, as redes sociais, para rebater as críticas de Trump. O governador paraense convidou o ex-presidente a visitar a COP30 em Belém e experimentar o tacacá, prato típico da região.
Barbalho defendeu que, em vez de criticar a construção de estradas, Trump deveria apresentar soluções para combater as mudanças climáticas. O governador enfatizou a importância de agir em vez de apenas “postar” nas redes sociais.
A rodovia criticada por Trump é realmente prejudicial ao meio ambiente?
Fontes do governo informaram à CNN Brasil que a rodovia mencionada por Trump pode ser classificada como “verde”, por ter cumprido a legislação ambiental. A Secretaria Extraordinária para a COP30, vinculada à Casa Civil, esclareceu que a construção da Avenida Liberdade não é de responsabilidade do governo federal e não faz parte das obras preparatórias para o evento.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra) do Pará informou que o projeto da avenida segue o traçado de um linhão de energia, em área onde a vegetação já havia sido suprimida. A obra, segundo a Seinfra, reduz o tempo de deslocamento e evita a emissão anual de 17,7 mil toneladas de CO₂.
Ainda de acordo com a Seinfra, a intervenção possui licença ambiental e atende a 57 condicionantes sociais e ambientais, incluindo 37 passagens de fauna, ciclovia e sistema de iluminação solar. O governo do Pará alega que apenas 20% do percurso teve desmatamento, em áreas de vegetação secundária já alteradas por atividade humana. O projeto é de 2020, anterior à escolha de Belém como sede da COP30 em Belém pela ONU.
Qual o impacto da COP30 para Belém e para o Brasil?
A realização da COP30 em Belém representa uma oportunidade para o Brasil se destacar no cenário internacional como um protagonista na luta contra as mudanças climáticas. O evento também pode impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região amazônica.
A conferência deverá atrair milhares de participantes, incluindo líderes mundiais, representantes de governos, empresas, organizações não governamentais e sociedade civil. A expectativa é que a COP30 em Belém gere debates importantes e contribua para a definição de novas metas e compromissos para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a proteção do meio ambiente. Em novembro de 2025, a COP30 no Brasil registra 47 mil inscritos, segundo maior público da história.
Via InfoMoney






