IPCA: Alívio na inflação dos alimentos em 2025 não deve se repetir em 2026, alertam economistas

Economistas preveem alta nos preços dos alimentos em 2026 após redução em 2025, com destaque para preço da carne.
30/11/2025 às 15:02 | Atualizado há 8 meses
IPCA: Alívio na inflação dos alimentos em 2025 não deve se repetir em 2026, alertam economistas

Depois de um 2024 com preços salgados, a inflação de alimentos em casa deu um respiro em 2025, contribuindo para que o IPCA ficasse abaixo do teto da meta. Mas será que essa boa notícia vai se repetir em 2026? Economistas do Grupo Estado, consultados pelo Broadcast, já adiantam que o cenário pode não ser tão favorável assim, principalmente por causa da carne bovina.

Por que a inflação dos alimentos surpreendeu em 2025?

Vários fatores se uniram para trazer alívio no bolso dos brasileiros em 2025. A valorização do real, as safras generosas, a queda nos preços das commodities e até mesmo o aumento das tarifas, que impulsionou a oferta interna, foram alguns dos ingredientes dessa receita de sucesso.

Para se ter uma ideia, o subgrupo de alimentação no domicílio teve quedas de preço por cinco meses seguidos, de junho a outubro, de acordo com o IPCA. E não foi só isso: a carne também ficou mais em conta, ajudando a segurar a inflação.

Qual foi o grande trunfo para segurar os preços?

Segundo o economista João Fernandes, da Quantitas, o grande fator que surpreendeu o mercado foi a dinâmica do boi gordo. A redução nos preços da carne bovina foi tão significativa que fez a Quantitas revisar para baixo a projeção de inflação de alimentos para 2026, de 5,5% para 4,9%.

Fernandes ressalta que, mesmo com as quedas, o mercado esperava uma correção nos preços, o que demorou a acontecer. As análises do atacado mostraram que ainda havia espaço para mais reduções.

O que esperar para os preços da carne em 2026?

A expectativa é que o preço da carne suba, impulsionado pelas exportações e pelo ciclo do boi. No entanto, Fernandes pondera que essa situação é incerta. A esperada diminuição no abate de fêmeas não ocorreu no segundo semestre de 2025, e a expectativa foi adiada para o primeiro semestre de 2026.

Quais outros alimentos podem pesar no bolso do consumidor?

Além da carne, o economista Fabio Romão, da 4intelligence, alerta para outras categorias que podem impactar a inflação de alimentos: frutas, leites e derivados, e óleos e gorduras. Para se ter uma ideia, a projeção inicial para o subgrupo de alimentação era de alta de 7%, mas foi revista para algo entre 2,5% e 3%.

Romão explica que a valorização do câmbio de 2025 não deve se repetir em 2026. Além disso, a carne ainda pode subir até meados do ano, já que a base de comparação ficou baixa.

Qual o impacto da taxa de câmbio na inflação dos alimentos?

A estrategista de inflação da Warren Investimentos, Andrea Angelo, acredita que a taxa de câmbio, estimada em R$ 5,40 para 2025 e 2026, não deve ter um peso tão grande na inflação de alimentos no próximo ano. A projeção para a alta dos alimentos no domicílio em 2026 é de 6%.

Angelo ressalta que os preços de feijão, arroz e leite estão relativamente baixos e não devem permanecer assim por muito tempo. Além disso, ela também espera um aumento no preço da carne bovina. Aproveitando o assunto, você sabe o que torna um material biodegradável? Entenda as diferenças.

Perguntas Frequentes sobre Inflação de Alimentos

Por que a inflação dos alimentos foi menor em 2025?

A inflação dos alimentos foi menor em 2025 devido a uma combinação de fatores, incluindo a valorização do real, boas safras, queda nos preços de commodities e aumento da oferta interna.

O preço da carne deve subir em 2026?

A expectativa é que o preço da carne suba em 2026, impulsionado pelas exportações e pelo ciclo do boi. No entanto, essa situação é incerta e depende de fatores como a diminuição no abate de fêmeas.

Quais alimentos podem ficar mais caros em 2026?

Além da carne, outras categorias de alimentos que podem ficar mais caras em 2026 são frutas, leites e derivados, e óleos e gorduras.

Via InfoMoney

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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