Irmãos Batista contratam Citi para vender participação minoritária da mineradora LHG e buscar sócio estrangeiro

J&F contrata Citi para vender fatia da LHG Mining e atrair investidor estrangeiro para expansão.
02/12/2025 às 20:37 | Atualizado há 8 meses
Irmãos Batista contratam Citi para vender participação minoritária da mineradora LHG e buscar sócio estrangeiro

A J&F, holding dos irmãos Batista, está planejando a venda de uma participação minoritária na LHG Mining. Para conduzir a transação, a empresa contratou o Citigroup, com o objetivo de encontrar um parceiro estratégico que possua conhecimento no setor de mineração. A expectativa é que a venda seja concretizada no primeiro trimestre de 2026.

Por que a J&F decidiu vender parte da LHG Mining?

A decisão de vender uma fatia minoritária da LHG Mining faz parte da estratégia da J&F de atrair um sócio com expertise no setor. A ideia é impulsionar o crescimento e a expansão da empresa de mineração, aproveitando o conhecimento e a experiência de um parceiro estratégico.

A J&F já recebeu diversas ofertas não vinculantes de investidores interessados, incluindo grandes mineradoras, fundos de private equity, tradings e siderúrgicas. A escolha do investidor levará em consideração não apenas o valor da oferta, mas também o potencial de contribuição para o desenvolvimento da LHG Mining.

Quais são as condições para a venda da participação na LHG Mining?

Uma das principais condições estabelecidas pela J&F é que a participação seja vendida a investidores estrangeiros, e não a empresas do setor local. O tamanho exato da fatia a ser negociada dependerá das propostas recebidas e da avaliação da companhia.

Essa restrição a investidores estrangeiros pode estar relacionada à busca por novas tecnologias e práticas de gestão, além de evitar potenciais conflitos de interesse com players já estabelecidos no mercado brasileiro. A venda de LHG Mining representa uma oportunidade para investidores internacionais ingressarem no promissor setor de mineração do Brasil.

O que faz a LHG Mining e qual seu potencial de crescimento?

A LHG Mining é focada na extração de minério de ferro e manganês, com duas minas localizadas no Mato Grosso do Sul, que foram adquiridas da Vale em 2022. Além disso, a empresa possui um porto próprio, o que facilita o escoamento da produção. A empresa integra o conglomerado dos irmãos Wesley e Joesley Batista, que também controlam a JBS.

A empresa planeja investir cerca de R$ 4 bilhões (US$ 750 milhões) para aumentar a produção para 25 milhões de toneladas, com novas plantas de processamento previstas para entrar em operação até 2030. Após operar por dois anos nessa capacidade ampliada, a LHG pretende iniciar uma segunda fase de expansão que pode dobrar a produção, demandando aproximadamente US$ 2,5 bilhões.

Qual o histórico de produção da LHG Mining?

Desde sua criação, a LHG já multiplicou por seis o volume produzido, alcançando 12 milhões de toneladas anuais, segundo documentos da empresa. A operação escoa a produção por um sistema integrado que inclui porto, terminal marítimo e transbordo no Uruguai.

A expansão da LHG Mining representa um crescimento significativo no setor de mineração, com potencial para gerar empregos e impulsionar a economia local. A J&F busca, com a venda da participação minoritária, acelerar ainda mais esse crescimento, atraindo um parceiro estratégico com recursos e conhecimento para investir no futuro da empresa.

Perguntas Frequentes sobre Venda de LHG Mining

Por que a J&F está vendendo uma parte da LHG Mining?

A J&F busca um sócio estratégico com conhecimento no setor para impulsionar o crescimento da LHG Mining.

Qual é a expectativa para a conclusão da venda?

A expectativa é que a transação seja concluída no primeiro trimestre de 2026.

Quem pode comprar a participação na LHG Mining?

A J&F busca investidores estrangeiros, como grandes mineradoras, fundos de private equity, tradings e siderúrgicas.

Qual o objetivo da LHG Mining com os investimentos planejados?

A LHG Mining planeja aumentar sua produção para 25 milhões de toneladas até 2030, com potencial para dobrar essa capacidade em uma segunda fase de expansão.

Via InvestNews

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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