Nova espécie de ave descoberta na Amazônia lembra o dodô, extinto no século 17

Conheça o sururina-da-serra, ave descoberta no Acre que lembra o dodô e enfrenta risco de extinção na Amazônia.
03/12/2025 às 06:37 | Atualizado há 8 meses
Nova espécie de ave descoberta na Amazônia lembra o dodô, extinto no século 17

Imagine descobrir uma ave descoberta na Amazônia que te lembra o famoso dodô, aquele que virou símbolo de extinção? Ornitólogos encontraram no Acre uma espécie surpreendente, o sururina-da-serra. A semelhança com o dodô, que sumiu do mapa no século 17, é tanta que serve de alerta para proteger essa nova ave.

Por que o sururina-da-serra lembra tanto o dodô?

Luis Morais, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, explica que a comparação é certeira. Assim como o dodô não temia os humanos, o sururina-da-serra também se mostra bastante tranquilo perto das pessoas. E, infelizmente, o risco de extinção é igualmente alto.

Onde e como vive o sururina-da-serra?

Essa ave foi encontrada na serra do Divisor, no Acre. O sururina-da-serra é um tipo de inhambu, mas com características bem diferentes dos outros. Sua plumagem tem cores vibrantes, com tons de canela e uma faixa escura nos olhos.

O que mais chama a atenção é seu comportamento: nada de timidez! A equipe de pesquisa levou três anos para conseguir encontrar a ave, e quando finalmente a viram, ela se aproximou sem medo algum.

Qual o canto peculiar do sururina-da-serra?

Além da aparência e do comportamento, o canto do sururina-da-serra também é único. O biólogo Diego Calderón-Franco descreve como um verdadeiro “cantor de ópera”, com uma voz potente que ecoa pela floresta.

Seu canto complexo aumenta de frequência, como um pianista treinando uma escala, nota por nota. Acredita-se que seja a primeira nova espécie de inhambu descoberta em 75 anos.

Por que o habitat do sururina-da-serra é tão importante?

Assim como o dodô vivia isolado em uma ilha, o sururina-da-serra também está restrito a uma pequena área na serra do Divisor, entre o Brasil e o Peru. Essa região é como uma “ilha ecológica”, com picos de até 800 metros de altura e uma variedade de plantas e animais únicos.

Essa estreita faixa de altitude torna a espécie muito vulnerável às mudanças climáticas e à interferência humana. Cinco outros tipos de inhambu vivem na serra do Divisor, mas nenhum deles habita as áreas mais altas, onde o sururina-da-serra foi encontrado.

Quais são as ameaças que pairam sobre o sururina-da-serra?

Apesar de viver em uma área relativamente preservada, o sururina-da-serra enfrenta diversos perigos. As mudanças no uso da terra, o desmatamento e as queimadas são grandes ameaças.

A construção de estradas e ferrovias também pode destruir seu habitat. Além disso, há planos para enfraquecer a proteção da área, o que abriria a serra do Divisor para a exploração mineral.

O que está sendo feito para proteger o sururina-da-serra?

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está monitorando a área e combatendo atividades ilegais, o que ajudou a reduzir o desmatamento em 11% em 2025.

A equipe de Luis Morais se reunirá com o ICMBio para definir o status oficial da espécie e discutir medidas de conservação. O objetivo é garantir que o sururina-da-serra seja reconhecido e protegido antes que seja tarde demais. Para saber mais sobre a fauna brasileira, veja este artigo sobre o inseto que ameaça as lavouras de cana no Brasil.

Perguntas Frequentes sobre Ave Descoberta na Amazônia

Por que o sururina-da-serra é comparado ao dodô?

O sururina-da-serra é comparado ao dodô devido ao seu comportamento despreocupado em relação aos humanos e ao alto risco de extinção que enfrenta, assim como o dodô.

Onde o sururina-da-serra foi descoberto?

O sururina-da-serra foi descoberto na serra do Divisor, no município de Mâncio Lima, no Acre, uma região de alta biodiversidade na Amazônia.

Quais são as principais ameaças ao sururina-da-serra?

As principais ameaças incluem mudanças no uso da terra, desmatamento, queimadas, construção de estradas e ferrovias, além de possíveis mudanças na legislação que podem permitir a exploração mineral na área.

Via Folha de S.Paulo

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
Jornalbits.com.br - Todos os direitos reservados