A cidade de Nova York está tomando medidas legais contra gigantes das redes sociais, como Meta, Alphabet (Google), Snap e ByteDance (TikTok). A alegação é que essas plataformas estariam contribuindo para uma crise de saúde mental entre crianças e adolescentes, ao promoverem o processo por vício em seus aplicativos.
A ação judicial, que se junta a outras similares nos Estados Unidos, busca responsabilizar as empresas por negligência e perturbação pública, além de exigir indenizações para cobrir os custos que a cidade tem arcado para lidar com os impactos negativos do uso excessivo das redes sociais pelos jovens.
Por que Nova York está processando as redes sociais?
A cidade de Nova York acusa as empresas de tecnologia de explorarem a psicologia e a neurofisiologia dos jovens para aumentar o uso compulsivo de suas plataformas. O objetivo seria maximizar o lucro, mesmo que isso prejudique a saúde mental dos usuários mais jovens.
A prefeitura alega que o vício em redes sociais causa uma série de problemas, como perda de sono e faltas à escola, além de contribuir para comportamentos de risco, como o “surfe no metrô”, prática perigosa que já causou diversas mortes na cidade.
Quais empresas são alvo do processo e quais as alegações?
O processo mira diretamente a Meta (Facebook e Instagram), Alphabet (Google e YouTube), Snap (Snapchat) e ByteDance (TikTok). A acusação é de que essas empresas projetaram suas plataformas de forma a criar dependência nos usuários mais jovens.
As alegações incluem negligência grave e perturbação da ordem pública. A cidade busca responsabilizar as empresas pelos danos causados à saúde mental de crianças e adolescentes, e também obter recursos para financiar programas de prevenção e tratamento.
Qual a resposta das empresas acusadas?
O Google se manifestou por meio de seu porta-voz, Jose Castaneda, que alegou que as acusações em relação ao YouTube “simplesmente não são verdadeiras”. Segundo a empresa, o YouTube é um serviço de streaming de vídeo, e não uma rede social onde as pessoas interagem diretamente.
As demais empresas citadas no processo ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. A expectativa é que elas apresentem suas defesas nos tribunais, onde a discussão sobre os impactos das redes sociais na saúde mental dos jovens promete ser intensa.
Quais os impactos do uso excessivo das redes sociais entre jovens?
De acordo com a denúncia apresentada pela cidade de Nova York, 77,3% dos alunos do ensino médio e 82,1% das meninas admitem passar três ou mais horas por dia em frente às telas, incluindo TV, computadores e smartphones. Esse tempo excessivo contribui para a perda de sono e faltas à escola.
A situação é tão grave que o comissário de Saúde da cidade declarou que a mídia social é um perigo para a saúde pública. As escolas e o sistema de saúde de Nova York têm gasto recursos significativos para lidar com a crise de saúde mental dos jovens, o que inclui o aumento do número de casos de ansiedade, depressão e ideação suicida.
O que é o “surfe no metrô” e qual a relação com as redes sociais?
O “surfe no metrô” é uma prática perigosa que consiste em andar em cima ou nas laterais dos trens em movimento. A cidade de Nova York culpa as redes sociais pelo aumento dessa prática, que já causou a morte de pelo menos 16 jovens desde 2023.
A alegação é que as redes sociais incentivam os jovens a buscar atenção e validação online, o que os leva a realizar atos cada vez mais arriscados para ganhar fama e reconhecimento. A busca por likes e seguidores pode ter consequências trágicas na vida real.
Perguntas Frequentes sobre Processo por vício
Quais plataformas de mídia social estão sendo processadas pela cidade de Nova York?
A cidade de Nova York está processando Meta (Facebook e Instagram), Alphabet (Google e YouTube), Snap (Snapchat) e ByteDance (TikTok).
Qual é a principal alegação da cidade de Nova York contra essas plataformas de mídia social?
A cidade alega que essas plataformas exploram a psicologia dos jovens, levando ao uso compulsivo e contribuindo para uma crise de saúde mental.
Via Folha de S.Paulo
