Novo sistema de inteligência artificial prevê risco de desmatamento na Amazônia

Sistema de IA desenvolvido por PUC-Rio e parceiros prevê áreas de risco de desmatamento na Amazônia.
09/09/2025 às 08:22 | Atualizado há 11 meses
Novo sistema de inteligência artificial prevê risco de desmatamento na Amazônia

A prevenção de desmatamento na Amazônia ganha um importante aliado com um novo sistema de Inteligência Artificial (IA). Desenvolvido em parceria entre a PUC-Rio, o INPE, Ibama e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o sistema promete prever áreas de risco até 15 dias antes, otimizando a fiscalização e a alocação de recursos.

Como a inteligência artificial pode ajudar a salvar a Amazônia?

O modelo de IA, batizado de Deforestation Prediction System, já está em operação na plataforma TerraBrasilis do INPE. O objetivo é fornecer informações rápidas e precisas para apoiar decisões estratégicas de fiscalização e prevenção.

A ferramenta foi projetada para aumentar a eficiência das operações e reduzir o desperdício de recursos, priorizando áreas com maior probabilidade de desmatamento iminente.

Por que era necessário um novo sistema de previsão de desmatamento?

A Amazônia é vasta e os recursos de fiscalização são limitados. Priorizar áreas de risco é crucial. O sistema anterior do Ibama, com 20 anos de idade, precisava ser atualizado para incorporar os avanços da Inteligência Artificial.

O Ministério do Meio Ambiente buscou a expertise da PUC-Rio, que possui mais de 20 anos de experiência em análise de imagens de sensoriamento remoto, para desenvolver uma solução mais eficaz. A prevenção de desmatamento na Amazônia é um desafio complexo que exige abordagens inovadoras.

Como foi desenvolvido o sistema de IA para prever o desmatamento?

A equipe da PUC-Rio, em colaboração com o INPE, focou na coordenação metodológica das soluções de IA. O projeto recebeu um investimento de R$ 2,5 milhões da Climate and Land Use Alliance (CLUA).

A experiência internacional da equipe em projetos no Brasil e no exterior foi fundamental para o desenvolvimento do sistema. A parceria com o INPE, que já monitora os biomas brasileiros por sensoriamento remoto, foi essencial para o acesso a dados históricos da Amazônia Legal.

Quais dados alimentam a IA para prever o desmatamento?

O sistema utiliza uma vasta base de dados históricos da Amazônia Legal, disponibilizada pelo INPE. Esses dados são gerados por plataformas como PRODES e DETER.

Variáveis espaciais e ambientais, como rede hidrográfica, proximidade de rodovias, limites de áreas protegidas e terras indígenas, padrões climáticos e registros históricos de desmatamento, são considerados. O histórico de desmatamento é crucial, pois novos eventos tendem a ocorrer próximos a áreas já afetadas.

Como o sistema de IA foi colocado em prática?

O INPE integrou o modelo à Sala de Situação da plataforma TerraBrasilis. O Ibama participou ativamente para garantir que a ferramenta atendesse às necessidades operacionais de planejamento e execução.

A ferramenta também foi disponibilizada aos municípios amazônicos para orientar suas ações dentro de seus territórios. Workshops foram realizados em Brasília e Manaus para capacitar equipes do Ibama e representantes dos municípios no uso prático do modelo. O hotel em Belém eleva diárias em até 80 vezes para COP30 e ainda não tem reservas, demonstrando o impacto de eventos ambientais na economia local.

Qual o impacto esperado do novo sistema na redução do desmatamento?

Ainda é cedo para medir o impacto real da ferramenta a longo prazo. Os próximos 12 meses serão decisivos para avaliar seus efeitos nos índices de desmatamento.

Experimentos indicam que o novo modelo reduz os erros de previsão em cerca de 75% a 80% em comparação com o anterior. Ao fornecer informações mais precisas e oportunas, espera-se que a ferramenta aumente a eficiência das ações de combate e prevenção, contribuindo para a prevenção de desmatamento na Amazônia.

Quais são os próximos passos no uso da IA para proteger a floresta?

Com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, está sendo elaborada uma nova proposta para estender o uso de IA à previsão de outros eventos prejudiciais à floresta, como incêndios e processos de degradação.

O objetivo é expandir o modelo para outros biomas, como o Cerrado. A união entre universidades e órgãos de governo é vista como fundamental para gerar soluções mais concretas de proteção ambiental. A Carbonext adquire 40% da Mangue Tech para medição de emissões de carbono, mostrando o crescente interesse em tecnologias para sustentabilidade.

Perguntas Frequentes sobre Prevenção de Desmatamento na Amazônia

Como o novo sistema de IA ajuda na prevenção do desmatamento na Amazônia?

O sistema de IA prevê áreas com maior risco de desmatamento com até 15 dias de antecedência, permitindo que as autoridades foquem seus esforços de fiscalização e prevenção de forma mais eficiente.

Quais instituições estão envolvidas no desenvolvimento e implementação do sistema?

O sistema foi desenvolvido em parceria entre a PUC-Rio, o INPE, o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com investimento da Climate and Land Use Alliance (CLUA).

Quais dados são utilizados pelo sistema de IA para fazer as previsões?

O sistema utiliza uma vasta base de dados históricos da Amazônia Legal, incluindo informações sobre a rede hidrográfica, proximidade de rodovias, áreas protegidas, padrões climáticos e registros de desmatamento.

Via Super

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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