Pistas químicas revelam origem de Theia, corpo que colidiu com a Terra e originou a Lua

Estudo mostra que Theia e a Terra partilhavam materiais, reforçando a teoria do impacto gigante para a formação da Lua.
22/11/2025 às 12:02 | Atualizado há 8 meses
Pistas químicas revelam origem de Theia, corpo que colidiu com a Terra e originou a Lua

A busca pela origem de Theia, o corpo celeste que colidiu com a Terra e deu origem à Lua, acaba de ganhar um novo capítulo. Um estudo recente, publicado na revista Science, analisou a composição química de rochas terrestres, meteoritos e amostras lunares, revelando que Theia e a Terra primitiva compartilhavam materiais de construção semelhantes.

Essa descoberta não só fortalece a teoria do impacto gigante como a principal explicação para a formação da Lua, mas também lança luz sobre a história inicial do Sistema Solar e os processos que moldaram o nosso planeta e seu satélite natural. Mas, afinal, o que essas pistas químicas revelam sobre a misteriosa Theia?

Qual a relevância da composição química das rochas lunares?

A semelhança na composição química entre as rochas lunares e as da Terra sempre intrigou os cientistas. O novo estudo oferece uma explicação convincente: se Theia e a Terra tinham composições similares, o impacto entre elas geraria um satélite natural com características químicas parecidas com as de ambos os corpos.

Essa homogeneidade química sugere que a Lua não é um corpo estranho capturado pela gravidade terrestre, mas sim um produto da própria Terra e de Theia, reforçando a teoria do impacto gigante como o evento que deu origem ao nosso satélite natural.

Onde Theia e a Terra se formaram?

A análise das rochas indica que tanto Theia quanto a Terra se formaram na mesma região do Sistema Solar interno, um disco de poeira e gás que orbitava o Sol jovem. Essa vizinhança cósmica teria permitido que ambos os corpos compartilhassem os mesmos materiais de construção.

Essa descoberta implica que a Terra e Theia não eram corpos isolados vagando pelo espaço, mas sim “irmãos” cósmicos que compartilhavam uma origem comum. Essa proximidade facilitou o impacto que resultou na formação da Lua e moldou a história do nosso planeta.

Qual o papel dos meteoritos na pesquisa sobre Theia?

Os cientistas também compararam as assinaturas de ferro das rochas terrestres e lunares com as de meteoritos conhecidos como condritos não carbonáceos. Essas rochas espaciais, formadas perto do Sol nos primórdios do Sistema Solar, apresentaram similaridades notáveis com a composição de Theia e da Terra.

Essa conexão com os condritos não carbonáceos sugere que Theia e a Terra se originaram em uma região do Sistema Solar rica nesses materiais, o que reforça a ideia de que ambos os corpos compartilhavam uma origem comum e estavam sujeitos às mesmas influências cósmicas.

Theia se formou mais perto do Sol do que a Terra?

Curiosamente, a Terra apresenta uma concentração maior de elementos criados por reações nucleares estelares do que o esperado. Os pesquisadores acreditam que esse “tempero solar” extra veio de Theia, o que sugere que o objeto se formou ainda mais próximo do Sol do que a Terra.

Essa proximidade com o Sol teria exposto Theia a uma maior quantidade de elementos produzidos por reações nucleares, enriquecendo sua composição e, consequentemente, a da Terra após o impacto. Essa descoberta adiciona uma nova camada de complexidade à história da formação do nosso planeta e da Lua.

Perguntas Frequentes sobre Origem de Theia

Qual a principal teoria sobre a origem da Lua?

A teoria mais aceita é a do impacto gigante, que postula que um objeto chamado Theia colidiu com a Terra primitiva, e os detritos resultantes formaram a Lua.

O que o estudo recente revela sobre a composição de Theia?

O estudo indica que Theia e a Terra primitiva tinham composições químicas muito semelhantes, sugerindo que se formaram na mesma região do Sistema Solar.

Como os meteoritos ajudam a entender a origem de Theia?

A comparação com meteoritos chamados condritos não carbonáceos sugere que Theia e a Terra se originaram em uma área rica nesses materiais, reforçando a ideia de uma origem comum.

Via Folha de S.Paulo

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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