PL da IA e direitos autorais: impacto no crescimento do PIB brasileiro

Entenda como o PL da IA pode reduzir o impacto positivo da inteligência artificial no PIB e gerar perdas econômicas no Brasil.
09/09/2025 às 06:41 | Atualizado há 11 meses
PL da IA e direitos autorais: impacto no crescimento do PIB brasileiro

O avanço da inteligência artificial (IA) no Brasil está sob escrutínio. Um estudo recente aponta que o projeto de lei que visa regular a IA pode ter um impacto inesperado na economia. A proposta de remuneração de direitos autorais, parte do PL da IA, pode diminuir os benefícios econômicos que a tecnologia promete trazer ao país.

Qual o impacto da IA no PIB brasileiro?

A consultoria econômica Ecoa estimou que a IA tem o potencial de aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 3,2% na próxima década. Esse crescimento, no entanto, pode ser afetado pelas novas regulamentações.

Caso o projeto de lei avance com a proposta de remuneração de direitos autorais, o crescimento acumulado do PIB nos próximos 10 anos poderia ser reduzido em 0,2%. Isso representaria uma perda de R$ 21,8 bilhões para a economia brasileira.

O que propõe o PL 2.338/2023 sobre direitos autorais?

O projeto de lei, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, busca regular o uso de conteúdo protegido por direitos autorais no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial. Ele impede a disseminação de conteúdos ligados a obras de autores sem a devida autorização. Veja mais sobre o tema neste artigo sobre a Inteligência artificial pode impulsionar crescimento do New York Times.

A proposta exige que os desenvolvedores de IA obtenham autorização e paguem pela utilização de obras protegidas por direitos autorais em seus modelos de treinamento.

Por que a remuneração de direitos autorais preocupa?

De acordo com Silvia Fagá, sócia da Ecoa e autora do estudo, a exigência de remuneração pode prejudicar a eficácia das ferramentas de IA. Isso, por sua vez, pode afetar a produtividade das empresas que utilizam essas tecnologias.

A medida pode aumentar os custos e a burocracia para as empresas que desenvolvem e utilizam IA, tornando o Brasil menos competitivo nesse campo. Essa preocupação é discutida neste artigo sobre a Siri.

Como outros países estão lidando com os direitos autorais na IA?

Nos Estados Unidos, a regulamentação do uso de obras protegidas por direitos autorais tem se baseado no conceito de “uso justo”. Esse conceito permite o uso de obras para fins como crítica, comentário, jornalismo, ensino e pesquisa sem a necessidade de autorização dos autores.

Essa abordagem busca equilibrar os direitos dos autores com a necessidade de promover a inovação e o desenvolvimento tecnológico. A startup Anthropic, no entanto, concordou em pagar US$ 1,5 bilhão para encerrar um processo coletivo por uso de direitos autorais, mostrando que o tema ainda é complexo.

Qual o próximo passo para o PL da IA no Brasil?

Após ser aprovado pelo Senado, o projeto de lei aguarda votação na Câmara dos Deputados. O futuro da regulamentação da inteligência artificial no Brasil, e seu impacto na economia, ainda estão em aberto.

A discussão sobre o PL da IA continua a gerar debates e expectativas em diversos setores da sociedade, com o objetivo de encontrar um equilíbrio entre a proteção dos direitos autorais e o estímulo à inovação tecnológica. Para mais detalhes, confira este artigo sobre o Modo IA do Google.

Perguntas Frequentes sobre PL da IA

Qual o principal impacto do PL da IA no PIB brasileiro?

O PL da IA pode reduzir em 0,2% o impacto positivo da inteligência artificial no PIB do Brasil nos próximos 10 anos, representando uma perda de R$ 21,8 bilhões.

O que o PL 2.338/2023 propõe em relação aos direitos autorais?

O projeto de lei busca regular o uso de conteúdo protegido por direitos autorais no treinamento de sistemas de inteligência artificial, exigindo autorização e remuneração pela utilização de obras protegidas.

Como os Estados Unidos regulamentam o uso de direitos autorais na IA?

Os Estados Unidos utilizam o conceito de “uso justo”, que permite o uso de obras protegidas para fins como crítica, comentário, jornalismo, ensino e pesquisa sem autorização prévia.

Via InfoMoney

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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