Tempestade solar aumenta auroras visíveis e adia missão da Blue Origin

Tempestade solar causa auroras em várias regiões e adiamento da missão New Glenn da Blue Origin devido à radiação.
13/11/2025 às 17:02 | Atualizado há 9 meses
Tempestade solar aumenta auroras visíveis e adia missão da Blue Origin

Uma forte tempestade solar pelo mundo não só intensificou o espetáculo das auroras boreais em locais raros, como também forçou o adiamento do lançamento do foguete New Glenn da Blue Origin. A empresa de Jeff Bezos teve que suspender a missão que levaria satélites da NASA a Marte devido aos riscos representados pela radiação solar.

Por que a Blue Origin adiou o lançamento do foguete New Glenn?

A Blue Origin precisou adiar o lançamento do foguete New Glenn, que levaria satélites da NASA para estudar o clima espacial em Marte. A decisão foi motivada por uma intensa tempestade geomagnética causada por uma explosão de radiação solar.

Segundo a empresa, a atividade solar estava em níveis extremamente elevados, o que poderia afetar a nave EscaPADE. A NASA, em conjunto com a Blue Origin, optou por esperar até que as condições climáticas espaciais apresentassem melhoras.

Qual o objetivo da missão adiada da Blue Origin com a NASA?

A missão tem como objetivo principal levar ao espaço dois satélites desenvolvidos para medir o clima espacial em Marte. Esses satélites fazem parte do projeto EscaPADE (Escape and Plasma Acceleration and Dynamics Explorers).

O foguete New Glenn, de dois estágios e alta capacidade de carga, é fundamental para essa missão científica de grande escala. Originalmente, o lançamento estava previsto para o último domingo, mas foi adiado devido à cobertura de nuvens densas.

Como a tempestade solar impactou a Terra?

A tempestade solar desencadeou auroras em diversas regiões do planeta, incluindo locais onde o fenômeno não é comum. Texas, Flórida e Alabama, nos Estados Unidos, além de Austrália, China, México e Nova Zelândia, foram alguns dos lugares que presenciaram o espetáculo.

Além disso, tempestades geomagnéticas podem causar interrupções nas comunicações de rádio e satélite. Elas também aumentam a densidade atmosférica, elevando o atrito em satélites de órbita baixa, como já aconteceu com satélites da SpaceX em 2022.

Qual a intensidade da tempestade geomagnética atual?

O Centro de Previsão do Clima Espacial dos EUA classificou a tempestade geomagnética como de nível G-4, considerado severo, nesta quarta-feira. Esse nível está apenas um degrau abaixo do nível G-5, classificado como extremo.

A previsão é que a tempestade continue com intensidade severa. A medição foi possível devido ao aumento de partículas carregadas de alta energia, expelidas para o espaço por ejeções de massa coronal na superfície solar.

Qual a relação entre a tempestade solar e a missão à Marte?

Os satélites da missão EscaPADE têm como objetivo estudar fenômenos similares em Marte. Após uma viagem de 22 meses, as duas espaçonaves (apelidadas de azul e dourada) analisarão como as partículas solares interagem com o campo magnético marciano.

O estudo busca entender como essa interação causou a perda de grande parte da atmosfera de Marte ao longo de bilhões de anos. Essa pesquisa pode fornecer informações valiosas sobre a evolução de outros planetas e a habitabilidade no universo.

Perguntas Frequentes sobre Tempestade solar pelo mundo

O que é uma tempestade geomagnética?

Uma tempestade geomagnética é uma perturbação na magnetosfera da Terra, causada por explosões de radiação solar que liberam partículas carregadas de alta energia no espaço. Esse fenômeno pode afetar comunicações, satélites e até mesmo provocar auroras em regiões incomuns.

Por que a Blue Origin adiou o lançamento do foguete?

A Blue Origin adiou o lançamento do foguete New Glenn devido à alta atividade solar detectada. A empresa, em conjunto com a NASA, priorizou a segurança da missão e dos equipamentos, optando por esperar condições climáticas espaciais mais favoráveis para evitar possíveis danos aos satélites.

Via Folha de S.Paulo

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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