Um dos lados da Lua é mais frio que o outro, dizem estudos recentes

Estudo revela que o lado oculto da Lua é mais frio, revelando segredos sobre sua formação e evolução térmica.
19/10/2025 às 15:53 | Atualizado há 9 meses
Um dos lados da Lua é mais frio que o outro, dizem estudos recentes

Um estudo recente revelou uma descoberta surpreendente sobre nosso satélite natural: o interior da Lua não é uniforme em temperatura. Amostras coletadas de diferentes lados mostram que o lado oculto, aquele que nunca vemos da Terra, é mais frio em comparação com o lado que está sempre voltado para nós.

Essa diferença de temperatura intrigou os cientistas, que buscam entender como ela surgiu e o que ela pode nos dizer sobre a história da formação da Lua. A análise das amostras lunares, incluindo as coletadas pela missão chinesa Chang’e-6, está fornecendo pistas valiosas para desvendar esse mistério.

Por que um lado da Lua é mais frio que o outro?

A resposta pode estar na composição do manto lunar, a camada abaixo da crosta. Amostras do lado oculto da Lua, analisadas por cientistas, revelaram que o material se formou a partir de lava a cerca de 100 km abaixo da superfície, com uma temperatura de cristalização de aproximadamente 1.100 graus Celsius.

Ao comparar esses dados com amostras do lado visível, os cientistas descobriram que as rochas do lado oculto se formaram em temperaturas cerca de 100 graus Celsius mais baixas. Essa diferença sugere que o manto do lado oculto é intrinsecamente mais frio do que o do lado visível.

Como a missão Chang’e-6 ajudou nessa descoberta?

A missão Chang’e-6, da China, desempenhou um papel crucial nessa descoberta. Em 2024, a missão coletou amostras do lado oculto da Lua, tornando-se a única missão a obter amostras dessa região inexplorada.

Essas amostras foram fundamentais para a análise da composição química dos minerais e a determinação da temperatura de formação do manto lunar no lado oculto. Sem as amostras da Chang’e-6, a comparação com o lado visível não seria possível.

Qual a importância de entender a diferença de temperatura?

Compreender a assimetria térmica entre os dois lados da Lua é essencial para desvendar a dicotomia lunar, ou seja, as diferenças marcantes entre os dois lados da Lua, como vulcanismo, espessura da crosta e topografia.

Ao entender a origem dessa dicotomia, os cientistas podem reconstruir a história da formação da Lua, sua evolução térmica e seu desenvolvimento ao longo de bilhões de anos. Essa compreensão pode ter implicações importantes para entendermos a formação e evolução de outros planetas do nosso sistema solar.

O que causa a diferença entre os lados da Lua?

Existem algumas hipóteses para explicar essa diferença. Uma delas é que o lado oculto da Lua pode ter uma menor concentração de elementos como urânio, tório e potássio, que liberam calor por meio do decaimento radioativo.

Outra hipótese sugere que um impacto de um asteroide ou outro corpo celeste no lado oculto, no início da história lunar, pode ter perturbado o interior da Lua, deslocando material mais denso, contendo mais elementos produtores de calor, para o lado visível. Além disso, há a teoria de que a Lua pode ter se fundido com uma segunda lua menor, resultando em diferenças térmicas internas.

Perguntas Frequentes sobre Interior da Lua

Por que o interior de um lado da Lua é mais frio que o outro?

A diferença de temperatura pode ser resultado de uma distribuição desigual de elementos que liberam calor por meio do decaimento radioativo, como urânio, tório e potássio. Outras hipóteses incluem o impacto de um corpo celeste no lado oculto ou a fusão da Lua com outra lua menor no passado.

Como a missão Chang’e-6 contribuiu para essa descoberta?

A missão Chang’e-6 coletou amostras do lado oculto da Lua, permitindo aos cientistas analisar a composição química dos minerais e determinar a temperatura de formação do manto lunar nessa região. Essas amostras foram cruciais para comparar com o lado visível e identificar a assimetria térmica.

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Via Folha de S.Paulo

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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