Verde Asset antecipa corte de juros nos EUA e ajusta estratégias para novo cenário financeiro

Verde Asset se posiciona para corte de juros nos EUA e ajusta fundo visando oportunidades globais e impacto no Brasil.
09/09/2025 às 16:02 | Atualizado há 11 meses
Verde Asset antecipa corte de juros nos EUA e ajusta estratégias para novo cenário financeiro

A Verde Asset ajusta suas estratégias de olho na possível flexibilização da política monetária nos Estados Unidos. A gestora acredita que a direção de uma política mais branda é “inexorável” e se prepara para tirar proveito desse cenário, com os primeiros cortes de juros previstos para setembro. Mas, afinal, quais são as apostas da Verde Asset e como o cenário brasileiro influencia nas decisões do fundo?

Quais fatores nos EUA indicam uma mudança na política monetária?

A Verde Asset observa que os dados econômicos já refletem os impactos do aumento das tarifas comerciais na inflação. Além disso, o mercado de trabalho americano apresentou sinais de desaceleração, com a criação de apenas 22 mil vagas em agosto, bem abaixo das 76 mil esperadas. Esse resultado, juntamente com a revisão negativa dos dados de junho, reforça a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) possa iniciar um ciclo de cortes nas taxas de juros em breve.

O governo de Donald Trump tem intensificado a pressão sobre o Federal Reserve, elevando o tom contra Lisa Cook, membro do board do banco central, acusada de envolvimento em transações controversas com hipotecas. A Verde Asset avalia que essa pressão política é real e que o governo buscará alinhar o Fed aos seus objetivos nos próximos meses.

Como o fundo da Verde Asset está se posicionando?

Diante desse cenário, o fundo da Verde Asset tem adotado algumas estratégias específicas. A gestora aumentou a compra de papéis indexados à inflação e montou posições vendidas em dólar. Ao mesmo tempo, reduziu parte da alocação em juros reais norte-americanos, após a recente valorização desses ativos.

Essa movimentação reflete a expectativa de que a inflação nos EUA possa aumentar, impulsionada pelas tarifas comerciais, enquanto o dólar pode perder força com a esperada queda nas taxas de juros. A redução na alocação em juros reais, por sua vez, visa proteger o fundo de uma possível correção após o bom desempenho recente desses ativos.

Qual a visão da Verde Asset sobre o mercado brasileiro?

A Verde Asset destaca que o mercado brasileiro apresentou uma recuperação em agosto, impulsionado pelo bom desempenho dos mercados emergentes e pela diminuição da tensão no conflito comercial com os EUA. A ausência de novas escaladas nesse conflito contribuiu para a compressão dos prêmios de risco no Brasil.

A gestora também aponta que a estagnação na popularidade de Lula ajudou a ajustar o cálculo de probabilidades sobre possíveis mudanças eleitorais em 2026. Esse fator, juntamente com a melhora no cenário externo, contribuiu para a recuperação do mercado brasileiro.

O Ibovespa recua a 141,7 mil pontos em ajuste após alta histórica; dólar fecha estável a R$ 5,41, refletindo um momento de cautela após um período de forte valorização.

Quais foram os resultados do fundo em agosto e no acumulado do ano?

Em agosto, o fundo da gestora registrou ganhos distribuídos entre diversas estratégias, com destaque para a exposição à bolsa brasileira, posições em moedas, ouro e criptomoedas, além de alocações em renda fixa nos EUA. O fundo teve uma alta de 2,27% no mês, superando o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que subiu 1,16%.

No acumulado de 2025, o desempenho do fundo chega a 9,81%, também acima de sua referência, que registrou 9,02%. Esses resultados demonstram a capacidade da Verde Asset de gerar retornos consistentes em diferentes cenários de mercado. Se você busca diversificar seus investimentos, confira como a Startup QINV inicia captação de R$ 1 milhão para expandir gestão de investimentos com IA.

Quais as principais posições do fundo atualmente?

No Brasil, o fundo mantém posições em ações e em juros reais. No mercado global, a Verde Asset continua com exposições a ações e a crédito high yield. Nos EUA, a gestora reduziu sua alocação em juros reais, mas manteve posições compradas em inflação implícita.

Em relação às moedas, a Verde Asset está comprada em euro, ouro e real, reduzindo marginalmente a exposição em criptomoedas. Essa alocação reflete a visão da gestora sobre as perspectivas para cada um desses ativos.

Via Money Times

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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