Vice-presidente da Red Hat alerta: sem dados de qualidade, IA não é eficiente

Gilson Magalhães destaca que dados bem gerenciados são essenciais para o sucesso da inteligência artificial.
16/11/2025 às 07:02 | Atualizado há 9 meses
Vice-presidente da Red Hat alerta: sem dados de qualidade, IA não é eficiente

A inteligência artificial na América Latina está avançando rapidamente, mas a implementação bem-sucedida ainda representa um desafio para muitas empresas. A previsão é que 2026 marque a transição da experimentação para a adoção em larga escala da IA, exigindo que os líderes de tecnologia adotem estratégias eficazes e adaptáveis.

Quais são as principais previsões para a adoção de inteligência artificial em 2026?

De acordo com a IDC, 2026 será um ano crucial para a inteligência artificial, marcando a passagem da fase de testes para a implementação em grande escala. No entanto, essa mudança exigirá um esforço significativo por parte dos líderes de tecnologia, que precisarão de estratégia e flexibilidade para superar os desafios.

A Forrester também aponta que, embora os orçamentos para IA estejam aumentando, haverá uma pressão maior por resultados concretos. O foco estará menos na tecnologia em si e mais na qualidade dos dados utilizados para treinar os modelos de IA.

Por que a qualidade dos dados é crucial para o sucesso da inteligência artificial?

Gilson Magalhães, vice-presidente da Red Hat para a América Latina, destaca a importância dos dados para o sucesso da IA. Segundo ele, dados de qualidade e bem gerenciados são essenciais para que a IA gere valor para as empresas.

Magalhães compara a IA a um jogador de futebol que precisa dominar a bola para marcar um gol, dados ruins ou mal utilizados podem comprometer todo o projeto de IA, levando a resultados ineficientes e erros dispendiosos. Empresas que dominarem seus dados terão uma vantagem competitiva significativa.

Como a regulação de dados impacta a inteligência artificial na América Latina?

A crescente preocupação com a privacidade e segurança dos dados impulsiona a tendência da IA soberana, que busca garantir que os dados e modelos de IA permaneçam sob jurisdição nacional ou regional. Essa abordagem é fundamental para garantir o cumprimento das regulamentações e aumentar a confiança na IA.

Magalhães enfatiza que a soberania digital será um fator decisivo na próxima década, empresas que entenderem e controlarem seus dados estarão mais bem posicionadas para aproveitar os benefícios da IA de forma ética e segura. Para saber mais sobre o assunto, você pode consultar este artigo sobre as mudanças na tributação de dividendos em 2026 para empresas e investidores no Brasil.

O que é a “falácia digital” e como ela afeta a inteligência artificial?

A “falácia digital” é a falsa sensação de certeza que surge quando alimentamos a IA com informações incompletas, tendenciosas ou erradas. Confiar cegamente em modelos treinados com dados de baixa qualidade pode levar a erros estratégicos e decisões equivocadas.

Para evitar a falácia digital, é fundamental adotar uma curadoria rigorosa de dados, garantir a transparência nas fontes e processos, e manter um pensamento crítico constante. A IA só é eficaz quando acompanhada de uma sólida governança de dados.

Qual o papel das plataformas abertas e híbridas na implementação da inteligência artificial?

Plataformas abertas e híbridas, como o Red Hat AI 3, combinam modelos de IA com automação e governança de dados. Essas plataformas oferecem a flexibilidade e a interoperabilidade necessárias para integrar a IA em diferentes ambientes e setores. Gilson Magalhães reforça que a próxima fase da inteligência artificial será híbrida, aberta e colaborativa, baseada em interoperabilidade e transparência.

A inferência, fase em que os modelos de IA aplicam o que aprenderam em situações reais, é outro componente-chave. Ela permite decisões mais rápidas e precisas em setores como saúde e finanças, definindo a eficiência e o valor real das implementações de IA.

Como os agentes de IA estão transformando a arquitetura empresarial?

Os agentes de IA, capazes de operar com autonomia e aprender com dados, estão se consolidando como parte da infraestrutura e dos aplicativos corporativos. A previsão é que, até o final de 2026, 40% dos softwares empresariais terão integração direta com agentes inteligentes.

Esses agentes estão impulsionando a receita de software de aplicativos corporativos e transformando a forma como as empresas interagem com seus clientes. Ferramentas como o ChatGPT já demonstram o potencial de interações personalizadas e adaptadas ao contexto.

Qual o impacto da automação inteligente nos processos empresariais?

A IA física, que integra inteligência ao mundo real por meio de robótica, veículos autônomos e Internet das Coisas, está aumentando a eficiência e a segurança em diversos setores. A automação tradicional também está sendo modernizada com o uso de IA.

Empresas que integram IA aos seus processos de automação conseguem aumentar a produtividade e reduzir custos operacionais. Soluções open source empresariais, como o Red Hat Ansible Automation Platform, permitem expandir a automação entre domínios e otimizar operações de TI com segurança e flexibilidade. Se você se interessa por automação, não deixe de ler nosso artigo sobre como usar smartphones Xiaomi para filmagens com qualidade profissional.

Perguntas Frequentes sobre Inteligência Artificial na América Latina

Qual a previsão para a adoção de inteligência artificial na América Latina?

A previsão é que 2026 seja o ano da adoção em larga escala da inteligência artificial, marcando a transição da experimentação para a implementação em grande escala nas empresas da América Latina.

Por que a qualidade dos dados é essencial para a inteligência artificial?

Dados de alta qualidade são cruciais para treinar modelos de IA eficazes e evitar a “falácia digital”, que pode levar a decisões equivocadas e erros estratégicos.

Como a regulação de dados impacta a inteligência artificial na América Latina?

A crescente preocupação com a privacidade e segurança dos dados impulsiona a tendência da IA soberana, garantindo que os dados e modelos de IA permaneçam sob jurisdição nacional ou regional, aumentando a confiança na IA.

Via TI Inside

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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