Milla Jovovich e Paul W.S. Anderson falam sobre adaptação de Martin

Milla Jovovich e Paul W.S. Anderson falam sobre os desafios de trazer a obra de George R.R. Martin para as telonas.
09/03/2025 às 14:01 | Atualizado há 1 ano
*In the Lost Lands*

Adaptações de obras de autores favoritos sempre trazem uma pressão extra para os criadores. Essa pressão se multiplica quando a obra do autor em questão inspirou uma das séries de televisão mais populares e aclamadas de todos os tempos. Foi o desafio que Paul W.S. Anderson e Milla Jovovich enfrentaram com In the Lost Lands, seu novo filme de fantasia sombria com elementos de faroeste, baseado no conto homônimo de George R.R. Martin.

O filme, que marca a primeira adaptação cinematográfica da obra de Martin desde 1987, é uma adaptação em grande parte fiel, embora com alguns elementos radicalmente novos. Em particular, há um novo antagonista central: um culto religioso que os protagonistas (Jovovich e Dave Bautista) precisam enfrentar.

Anderson e Jovovich começaram a namorar após trabalharem juntos em Resident Evil (2002), e In the Lost Lands é a sétima vez que colaboram como diretor e estrela. Mas é a primeira vez que o casal trabalha em parceria como produtores em um projeto, adicionando um novo elemento à sua longa colaboração.

Em uma videochamada, a Polygon conversou com Anderson e Jovovich sobre o cenário de fantasia faroeste de In the Lost Lands, a importância da obra de Martin para eles, o uso do Unreal Engine para construir o mundo antes das filmagens e como sua parceria mudou ao longo dos anos de trabalho em conjunto. E sim, o poderoso casal de Hollywood de fato ficou de mãos dadas durante quase toda a entrevista.

O Mundo Sombrio de In the Lost Lands

Paul W.S. Anderson compartilhou o que mais o atraiu na obra de George R.R. Martin: “Eu gostei de duas coisas. Primeiro, que era um conto de fadas sombrio para adultos. Tem uma mensagem muito clara: tenha cuidado com o que você deseja“.

Ele expressou sua fascinação pelos contos de fadas originais, aqueles com finais trágicos e sombrios, como a versão de “A Pequena Sereia” onde a sereia morre no final, ou os contos originais dos Irmãos Grimm. Para Anderson, esta adaptação era uma oportunidade de contar um conto de fadas para adultos, o que sugeria uma estética visual única e marcante.

Além disso, Anderson notou a forte influência do gênero faroeste na história de Martin, comparando-a aos clássicos spaghetti Westerns que ele tanto amava quando criança, como Três Homens em Conflito e Por uns Dólares a Mais. Filmes onde dois personagens embarcam em uma aventura em terras hostis, traindo-se e amando-se no processo. A combinação do conto de fadas sombrio com o faroeste, segundo Anderson, poderia resultar em uma estética visual singular.

Uma das cenas favoritas do entrevistador no filme é quando o personagem de Dave Bautista caminha conscientemente para uma emboscada, com um feixe de luz iluminando seus olhos sob a aba do chapéu. Anderson respondeu prontamente: “É muito Charles Bronson”.

Milla Jovovich, por sua vez, declarou que George R.R. Martin é um de seus escritores favoritos. Ela explicou que, por se tratar de um conto, foi necessário expandir consideravelmente o mundo da história. Para Jovovich, era crucial manter a essência da obra original, permitindo que ela e Paul trouxessem suas próprias sensibilidades e base de fãs para encontrar George no meio do caminho, de uma forma inédita. Afinal, Martin teve grande sucesso na televisão com Game of Thrones, mas esta seria a primeira vez que uma de suas obras chegaria às telonas.

Construindo um Universo Único

O objetivo principal era criar um universo distinto que não remetesse a Westeros, mas sim expandir o “George Universe” para algo completamente diferente e especial. Paul Anderson, em colaboração com o supervisor de efeitos visuais Dennis Berardi, utilizou o Unreal Engine como ferramenta para construir o mundo do filme, um processo que levou um ano inteiro de preparação.

Anderson explicou que a construção do mundo um ano antes das filmagens permitiu que eles fornecessem playbacks ao vivo para os atores durante as filmagens. Milla e Dave podiam ver os ambientes em que seus personagens estavam inseridos. A equipe construía o primeiro plano e o plano médio, mas, em alguns casos, o plano de fundo só existia no computador. Para muitos atores, atuar em frente a uma tela azul pode ser desorientador e não proporciona o ambiente necessário. A vantagem dessa técnica era que Milla e Dave podiam visualizar o ambiente no dia da filmagem.

Jovovich e Anderson também falaram sobre a importância dos novos elementos que foram adicionados à história, especialmente a igreja e o arco da revolução. Jovovich explicou que a história original é um conto, e que era necessário adicionar um inimigo comum que o público pudesse apoiar e detestar.

Anderson complementou, dizendo que eles precisavam de um antagonista para o filme, e que a divisão entre igreja e estado é um tema recorrente na obra de George R.R. Martin. Eles sentiram que essa era uma adição interessante, que não destoava do universo de Martin, e que ele respondeu muito bem a ela.

A Parceria em In the Lost Lands

Quando perguntados sobre a maior mudança na forma como trabalham juntos desde o início de sua colaboração, Anderson destacou que Milla assumiu o crédito de produtora pela primeira vez neste filme, o que reflete o papel que ela sempre desempenhou em todos os seus projetos. Ele mencionou que ela provavelmente deveria ter recebido esse crédito há muito tempo, já que sempre teve um papel importante na montagem dos projetos e, especialmente, nos roteiros. Portanto, esta é a primeira vez que ela assume esse papel de forma oficial.

Jovovich acrescentou que foi emocionante fazer parte do processo de forma mais completa. O roteiro levou muitos anos e diversas versões para ser finalizado, e o mundo do filme também levou muito tempo para ser criado. Para eles, este foi um projeto de paixão. Não era algo que eles fariam de qualquer jeito, com um estúdio e um roteiro prontos. Este projeto era importante.

Para Jovovich, In the Lost Lands era uma propriedade incrível, e eles tinham muito respeito por George R.R. Martin. Eles queriam entregar algo que as pessoas nunca tinham visto antes, algo mitológico, maior que eles mesmos, algo que realmente pertencesse ao reino da fantasia sombria, que pudesse estar nos contos dos Irmãos Grimm.

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Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificial, mas escrito e revisado por um humano.

Via Polygon

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