Cervejaria japonesa Asahi paralisa produção após ataque hacker

Ataque hacker interrompe produção e atendimento da cervejaria Asahi, revelando vulnerabilidade crescente das grandes empresas.
02/10/2025 às 06:53 | Atualizado há 4 meses
Cervejaria japonesa Asahi paralisa produção após ataque hacker

Um ataque hacker à cervejaria Asahi Group Holdings paralisou a produção em suas 30 fábricas no Japão. A gigante japonesa de cervejas e bebidas ainda não conseguiu retomar as operações, afetando desde o processamento de pedidos até o atendimento ao cliente. Este incidente destaca a crescente vulnerabilidade de grandes empresas a ataques cibernéticos.

Quais processos foram interrompidos no ataque à Asahi?

O ataque cibernético não só interrompeu a produção de cerveja, bebidas e produtos alimentícios, mas também afetou o processamento de pedidos e a remessa. As funções de call center também foram suspensas, impactando a comunicação com clientes e fornecedores. A empresa ainda não tem previsão de quando a produção será normalizada.

A Asahi opera 30 fábricas no Japão. A paralisação das atividades fabris demonstra a vulnerabilidade da indústria a ataques de ransomware.

Quais empresas já foram vítimas de ataques semelhantes?

Em setembro, a Jaguar Land Rover, montadora de automóveis do Reino Unido, também foi vítima de um ataque cibernético, paralisando suas operações até 1º de outubro. A empresa, que produz cerca de 1.000 veículos por dia em suas três fábricas no Reino Unido, teve perdas de 50 milhões de libras (R$362 milhões) por semana, segundo a BBC. Muitos de seus 33 mil funcionários foram orientados a ficar em casa.

No final de setembro, um ataque de ransomware a uma empresa que facilita o check-in em aeroportos causou bloqueios nos principais aeroportos europeus. Ataques como esses estão se tornando mais comuns e ousados, com hackers buscando alvos de grande importância para obter resgates maiores e aumentar sua reputação online.

Qual o panorama de ataques cibernéticos no Reino Unido e no Brasil?

No Reino Unido, mais de quatro em cada dez empresas relataram ter sofrido algum tipo de violação de segurança em um período de 12 meses, de acordo com dados oficiais divulgados em junho. Empresas como Marks & Spencer e Co-op também foram vítimas de ataques nos últimos meses.

No Brasil, a empresa de tecnologia Sinqia, controlada pela caribenha Evertec, teve cerca de R$ 710 milhões desviados por hackers em um ataque aos seus sistemas. Parte do valor foi recuperada, mas a empresa não forneceu detalhes, mencionando “esforços adicionais de recuperação” em andamento.

Como o governo britânico está lidando com esses ataques?

O governo britânico, preocupado com o impacto das paralisações na economia e com a manutenção da cadeia de suprimentos, está se mobilizando para ajudar as empresas afetadas. O ministro de negócios, Peter Kyle, visitou a Jaguar Land Rover e conversou com empresas de sua cadeia de suprimentos sobre como o governo pode ajudar.

O governo britânico estabeleceu planos para proibir que órgãos do setor público e operadores de infraestrutura nacional crítica paguem resgates. O governo busca se informar sobre o impacto das paralisações na economia para criar planos de ação mais eficazes. Aproveitando o assunto, que tal saber mais sobre o mercado de trabalho no Brasil e sua desaceleração em 2026?

Perguntas Frequentes sobre Ataque hacker à cervejaria

Quais foram os impactos do ataque hacker à cervejaria Asahi?

O ataque interrompeu a produção, o processamento de pedidos, a remessa e as funções de call center da Asahi, afetando tanto a empresa quanto seus clientes e fornecedores.

Quais outras empresas foram vítimas de ataques cibernéticos recentemente?

Além da Asahi, a Jaguar Land Rover e uma empresa que facilita o check-in em aeroportos também sofreram ataques cibernéticos, demonstrando a crescente frequência e ousadia desses incidentes.

Qual a situação dos ataques cibernéticos no Reino Unido e no Brasil?

No Reino Unido, mais de 40% das empresas relataram violações de segurança. No Brasil, a Sinqia teve R$ 710 milhões desviados por hackers, evidenciando a vulnerabilidade de empresas em ambos os países.

Via InfoMoney

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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