Descoberta de pterossauro filtrador em vômito fossilizado no Brasil

Pesquisadores brasileiros identificam pterossauro dentro de vômito fossilizado na Chapada do Araripe.
17/11/2025 às 09:37 | Atualizado há 9 meses
Descoberta de pterossauro filtrador em vômito fossilizado no Brasil

Uma descoberta paleontológica surpreendente agitou o mundo da ciência: pesquisadores brasileiros encontraram um pterossauro dentro de vômito fossilizado. O réptil voador, que viveu há cerca de 110 milhões de anos, foi achado na Chapada do Araripe, região conhecida por seus fósseis incrivelmente preservados.

O fóssil, armazenado por décadas em um museu, revelou-se uma nova espécie com características únicas. Mas como esse animal foi parar em um “vômito de pedra”? E o que essa descoberta nos conta sobre o ecossistema daquela época?

Como um pterossauro foi parar em um vômito fossilizado?

A explicação mais plausível, de acordo com os paleontólogos, é que o pterossauro foi comido e regurgitado por um dinossauro de grande porte. A mistura de fragmentos do maxilar e da mandíbula com restos de peixes, todos juntos em um único bloco fossilizado, reforça essa hipótese.

O sufixo “-lito”, que significa “pedra”, é usado para designar tanto o “regurgitólito” (vômito fossilizado) quanto os “coprólitos” (fezes fossilizadas). As dimensões dos ossos sugerem que o predador poderia ser um espinossauro, dinossauro carnívoro que já habitava a região do Araripe.

Qual a importância da descoberta do Bakiribu waridza?

O Bakiribu waridza representa um dos tipos mais especializados de pterossauros já encontrados. Sua principal característica é a dentição peculiar, que se assemelha a um pente fino. Essa estrutura sugere que ele se alimentava filtrando pequenos invertebrados aquáticos, um comportamento semelhante ao dos flamingos atuais.

Essa é a primeira vez que um pterossauro com esse tipo de adaptação é encontrado no Brasil. A descoberta amplia nosso conhecimento sobre a diversidade de répteis voadores que habitavam o país durante a Era dos Dinossauros.

Onde o fóssil foi encontrado e para onde ele irá?

O fóssil do B. waridza foi encontrado na Chapada do Araripe, região que abrange partes do Ceará, Pernambuco e Piauí. Essa área é famosa por abrigar fósseis incrivelmente preservados da Era dos Dinossauros, incluindo tecidos moles como músculos, pele e até penas.

Após a análise e descrição formal, o fóssil será devolvido ao seu local de origem. Ele ficará em exposição no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, localizado no município de Santana do Cariri, no Ceará.

Qual o significado do nome do novo pterossauro?

O novo pterossauro recebeu o nome científico de Bakiribu waridza. Trata-se de uma homenagem à cultura indígena local, já que “Bakiribu” significa “boca de pente” no idioma kariri.

O kariri pertence à família linguística macro-jê e é nativo da área onde o fóssil foi encontrado. Atualmente, a língua está em processo de revitalização, e a escolha do nome científico contribui para valorizar e preservar esse patrimônio cultural.

Perguntas Frequentes sobre Pterossauro dentro de vômito

Como os pesquisadores perceberam que o fóssil era um pterossauro?

O estudante de biologia William Bruno de Souza Almeida notou que o fóssil não se tratava de um peixe, como se acreditava inicialmente. Ele alertou sua orientadora, Aline Ghilardi, que coordenou a equipe na identificação do pterossauro.

Qual a semelhança entre o Bakiribu waridza e os flamingos?

Assim como os flamingos, o Bakiribu waridza possuía uma dentição especializada para filtrar pequenos organismos aquáticos. Acredita-se que ele “coava” a água com seus dentes finos, retendo os invertebrados que serviam de alimento.

Via Folha de S.Paulo

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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