Inadimplência das famílias brasileiras atinge 30,5% em setembro, maior índice histórico

Inadimplência sobe para 30,5% em setembro, maior índice da série histórica no Brasil, conforme CNC.
08/10/2025 às 16:52 | Atualizado há 10 meses
Inadimplência das famílias brasileiras atinge 30,5% em setembro, maior índice histórico

O endividamento das famílias brasileiras atingiu um novo patamar recorde em setembro de 2025. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a inadimplência em setembro subiu para 30,5%, o maior valor da série histórica iniciada em 2010. Além disso, um número recorde de famílias declarou não ter condições de quitar suas dívidas.

Por que a inadimplência das famílias brasileiras atingiu um novo recorde?

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) revelou que a proporção de famílias com contas em atraso subiu para 30,5% em setembro. Este aumento reflete uma crescente fragilidade financeira entre os brasileiros.

Simultaneamente, 13% das famílias admitiram que não conseguirão pagar suas dívidas em atraso, um número alarmante que indica dificuldades financeiras persistentes. Este cenário é resultado de diversos fatores, incluindo juros altos e prazos de inadimplência prolongados.

Qual é o nível de comprometimento da renda das famílias com dívidas?

O comprometimento da renda das famílias brasileiras permanece em um nível elevado. Em setembro de 2025, 79,2% das famílias possuíam contas a vencer, demonstrando uma alta dependência de crédito para o consumo.

Adicionalmente, 18,8% dos consumidores dedicavam mais da metade de seus rendimentos ao pagamento de dívidas. Esse alto comprometimento financeiro limita a capacidade de consumo e investimento, impactando negativamente a economia.

Como o tempo de inadimplência afeta as famílias?

O tempo de inadimplência é um fator crucial na análise da situação financeira das famílias. Quase metade (48,7%) das famílias com dívidas em atraso enfrenta essa situação há mais de 90 dias.

Esse longo período de inadimplência agrava o problema, pois os juros incidentes sobre o montante a ser pago aumentam significativamente. A situação reforça a dificuldade em quitar os débitos e sair da condição de inadimplência.

Qual o impacto do endividamento nas vendas do comércio?

Embora o endividamento possa inicialmente impulsionar as vendas no comércio, o aumento da inadimplência indica uma possível desaceleração nessa dinâmica. Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, avalia que a crescente inadimplência pode frear o aquecimento das vendas.

A fragilidade financeira das famílias, evidenciada pela pesquisa, sugere que o endividamento excessivo pode se tornar um entrave para o crescimento contínuo do comércio. É importante notar que o aumento da inflação medida pelo IGP-DI cresceu menos que o esperado em setembro.

Como o endividamento se distribui entre as diferentes faixas de renda?

O endividamento afeta de maneira diferente as famílias de diversas faixas de renda. A pesquisa da CNC revelou que o aumento do endividamento foi mais expressivo entre as famílias de baixa renda, com ganhos de até três salários mínimos mensais.

Nesse grupo, a proporção de endividados passou de 81,1% em agosto para 82% em setembro. Já entre as famílias de alta renda, com mais de dez salários mínimos mensais, o percentual de endividados subiu de 68,7% para 69,5% no mesmo período.

Quais tipos de dívidas são considerados na pesquisa?

A pesquisa da CNC considera diversos tipos de dívidas para avaliar o endividamento das famílias. Entre as modalidades de dívidas analisadas estão o cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado e empréstimo pessoal.

Além disso, a pesquisa também inclui o cheque pré-datado e as prestações de carro e casa. A análise abrangente dessas modalidades permite uma avaliação mais precisa do nível de endividamento e inadimplência das famílias brasileiras. A UNLK adquire a unidade de creators da Locaweb em movimento estratégico.

Quais são as projeções da CNC para o endividamento e a inadimplência até o final do ano?

A CNC projeta um aumento do endividamento e da inadimplência até o final de 2025. A expectativa é que o endividamento cresça 3,3 pontos percentuais em relação ao patamar de 2024.

Já a inadimplência deve subir 1,7 ponto percentual no mesmo período. Essas projeções indicam que a fragilidade financeira das famílias brasileiras deve persistir nos próximos meses. Investidores dos EUA permanecem otimistas com o mercado brasileiro por quatro razões.

Perguntas Frequentes sobre Inadimplência em setembro

Por que a inadimplência atingiu um novo recorde em setembro de 2025?

A inadimplência atingiu 30,5%, o maior valor da série histórica, devido ao aumento da fragilidade financeira das famílias, juros altos e prazos de inadimplência prolongados.

Qual a porcentagem de famílias que não conseguirão pagar suas dívidas?

Um número recorde de 13% das famílias declarou não ter condições de quitar suas dívidas em atraso, indicando sérias dificuldades financeiras.

Como o endividamento afeta as famílias de baixa e alta renda?

O endividamento aumentou mais entre as famílias de baixa renda (até três salários mínimos), com um crescimento de 0,9 ponto percentual, enquanto nas famílias de alta renda (acima de dez salários mínimos), o aumento foi de 0,8 ponto percentual.

Via InfoMoney

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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