Starbucks resgata nostalgia dos anos 90 para reconquistar Geração Z

Com US$ 1 bi, Starbucks aposta em nostalgia para atrair a Geração Z criando espaços de convivência acolhedores.
27/09/2025 às 12:26 | Atualizado há 10 meses
Starbucks resgata nostalgia dos anos 90 para reconquistar Geração Z

A Starbucks e Geração Z não andam se entendendo muito bem ultimamente. Para tentar reverter essa situação, a gigante do café está investindo pesado em um plano de revitalização que busca resgatar a atmosfera acolhedora de seus estabelecimentos, um conceito que fez a marca ser reconhecida nos anos 90.

Com um investimento de US$ 1 bilhão, a Starbucks quer se reconectar com a Geração Z, buscando se tornar um ponto de encontro como o famoso Central Perk da série Friends. Mas será que essa estratégia nostálgica vai funcionar?

Por que a Starbucks está investindo US$ 1 bilhão?

A Starbucks anunciou um plano de reestruturação de US$ 1 bilhão, visando renovar a experiência em suas lojas. O plano inclui o fechamento de mais de 100 unidades na América do Norte, o corte de 900 empregos e a reforma de mais de 1.000 estabelecimentos.

O objetivo principal é resgatar o conceito de “terceiro lugar”, um espaço entre a casa e o trabalho que fez da Starbucks um sucesso global. Brian Niccol, CEO da empresa, acredita que essa revitalização trará de volta o aconchego e o conforto que os clientes buscam.

A Geração Z realmente se distanciou da Starbucks?

Sim, a Starbucks parece ter perdido um pouco do seu brilho para a Geração Z. A empresa admitiu essa perda ao decidir fechar as lojas “pickup”, que eram focadas em pedidos rápidos via celular. Essas lojas foram criadas com a expectativa de atrair os nativos digitais, mas não tiveram o resultado esperado.

Dados da Consumer Edge mostram que a participação de mercado da Starbucks entre a Geração Z caiu de 67% para 61% nos últimos dois anos, com declínios registrados em quatro trimestres consecutivos.

Qual é a estratégia da Starbucks para reconquistar a Geração Z?

A Starbucks está apostando na nostalgia e na conexão humana. Brian Niccol reconheceu que o formato exclusivo para celular era “excessivamente transacional e carecia do calor e da conexão humana que definem nossa marca”.

A empresa acredita que a Geração Z anseia pela sensação do Starbucks dos anos 90, um espaço onde as pessoas podem se encontrar, relaxar e socializar. A ideia é que as lojas voltem a ser centros comunitários, como os cafés vistos em séries como Friends ou How I Met Your Mother.

O que é o conceito de “terceiro lugar” e como a Starbucks pretende resgatá-lo?

O conceito de “terceiro lugar” foi popularizado pelo sociólogo urbano Ray Oldenburg em seu livro de 1989, The Great Good Place. Oldenburg argumentava que a sociedade precisa de locais de encontro além de casa e trabalho, como cafés, pubs e salões de beleza.

Howard Schultz, CEO da Starbucks na época, adotou esse conceito e o popularizou, tornando a Starbucks um sinônimo de “terceiro lugar”. A empresa oferecia assentos confortáveis, wi-fi e um ambiente acolhedor. Agora, a Starbucks quer trazer essa experiência de volta.

Como serão as novas lojas da Starbucks?

A Starbucks planeja transformar suas lojas em “espaços de permanência”, priorizando o conforto e a socialização. Isso significa mais canecas de cerâmica, assentos mais macios, tomadas e layouts que incentivem os clientes a relaxar e aproveitar o ambiente.

A empresa está investindo em lojas que possam ser adaptadas para criar essa atmosfera acolhedora. No entanto, o crescimento das lojas será pausado até 2026, enquanto a empresa se concentra nas reformas e revitalizações.

Quais são os desafios que a Starbucks enfrenta nesse processo?

Além dos custos financeiros, a Starbucks enfrenta tensões trabalhistas. O sindicato Starbucks Workers United, que representa mais de 12 mil baristas, exige negociação sobre os fechamentos de lojas. Líderes sindicais alertam que os cortes podem minar a vibe comunitária que a Starbucks quer restaurar.

Outro desafio é cultural. A pandemia acelerou o desaparecimento de muitos “terceiros lugares”, e a Starbucks precisa se adaptar a um novo cenário social e cultural para reconquistar a Geração Z. Para mais informações sobre negócios, confira este artigo.

Perguntas Frequentes sobre Starbucks e Geração Z

Por que a Starbucks está perdendo espaço entre a Geração Z?

A Starbucks perdeu espaço entre a Geração Z por não oferecer o “calor e a conexão humana” que definem a marca, focando em um modelo de lojas “pickup” que não atraiu esse público.

Qual é o plano da Starbucks para reconquistar a Geração Z?

O plano da Starbucks é investir US$ 1 bilhão para resgatar o conceito de “terceiro lugar”, transformando suas lojas em espaços mais acolhedores e convidativos, como os cafés vistos em séries como Friends.

O que é o conceito de “terceiro lugar”?

O conceito de “terceiro lugar” se refere a espaços de encontro além de casa e trabalho, onde as pessoas podem socializar e relaxar. A Starbucks busca se tornar novamente esse tipo de lugar para atrair a Geração Z.

Via InfoMoney

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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