Swap de US$ 20 bilhões entre EUA e Argentina não contém alta do dólar

Swap de US$ 20 bilhões entre EUA e Argentina não conseguiu conter alta do dólar argentino em meio a incertezas eleitorais.
21/10/2025 às 06:26 | Atualizado há 9 meses
Swap de US$ 20 bilhões entre EUA e Argentina não contém alta do dólar

A assinatura do swap de US$ 20 bi entre Estados Unidos e Argentina, anunciada recentemente, não conseguiu conter a volatilidade cambial no país. A proximidade das eleições parlamentares intensifica a procura por proteção financeira, levando a uma desvalorização do peso argentino em relação ao dólar.

Por que o swap cambial não estabilizou o mercado argentino?

Apesar do anúncio do acordo de swap de US$ 20 bi entre o Banco Central da Argentina e o Tesouro dos EUA, o mercado não reagiu como esperado. A incerteza eleitoral impulsiona a demanda por dolarização, pressionando o peso argentino.

Operadores do mercado financeiro local indicam que o impacto positivo do swap de US$ 20 bi foi limitado pela percepção de que os recursos não serão imediatamente injetados nas reservas do país. O efeito real será sentido gradualmente, à medida que cada parcela do swap de US$ 20 bi for ativada.

Como o dólar está se comportando no mercado argentino?

No mercado atacadista, o dólar subiu 1,7%, cotado a 1.475 pesos, refletindo a forte demanda para a formação de ativos estrangeiros. Essa alta pressionou a taxa de câmbio oficial, que se aproximou do teto da banda estabelecida, fixada em 1.490,57 pesos para o dia.

Os bancos também ajustaram suas cotações de varejo, com o Banco Nación oferecendo o dólar a 1.485 pesos. No mercado paralelo, o “dólar blue” rompeu a barreira dos 1.500 pesos, fechando a 1.505 pesos para venda, evidenciando a busca por alternativas de proteção cambial.

Qual a análise dos especialistas sobre o cenário atual?

A Portfolio Personal Investors (PPI) alertou que o mercado argentino entrou em “uma zona de alta tensão”, com a proximidade das eleições de meio de mandato. A demanda por dolarização de carteiras, comum em períodos pré-eleitorais, se intensificou.

A empresa destaca que, historicamente, a formação de ativos estrangeiros no varejo tende a dobrar nos meses que antecedem as eleições, refletindo a busca por segurança em meio à incerteza política e econômica.

Qual a mensagem do presidente Javier Milei sobre a crise?

Em suas redes sociais, o presidente Javier Milei alertou sobre tentativas de gerar pânico financeiro antes das eleições. Ele compartilhou uma mensagem de um economista que acusava os peronistas de disseminarem boatos para desestabilizar o mercado.

As alegações incluem notícias falsas sobre o Tesouro dos EUA, o fim das bandas cambiais após as eleições, uma grande desvalorização e o uso excessivo de recursos para intervenção no mercado, além de riscos nos pagamentos da dívida.

Como Milei justifica o acordo de swap cambial?

Em entrevista, Milei afirmou que o objetivo do swap de US$ 20 bi é dar segurança aos investidores na Argentina, diminuindo o risco-país, reduzindo as taxas de juros e facilitando o acesso ao crédito para os argentinos.

Ele explicou que o swap de US$ 20 bi funciona como uma troca de moedas, onde os EUA oferecem crédito em dólares e a Argentina em pesos. O recurso só é utilizado quando necessário, podendo ser usado para pagar dívidas em 2026, caso o país não consiga acessar o mercado de capitais.

Perguntas Frequentes sobre Swap de US$ 20 bi

Por que o swap de US$ 20 bi não conteve a alta do dólar na Argentina?

O impacto do swap de US$ 20 bi foi limitado pela percepção de que os recursos não serão injetados imediatamente nas reservas do país, além da incerteza eleitoral que impulsiona a busca por proteção cambial.

Como o acordo de swap cambial pode beneficiar a Argentina?

O swap de US$ 20 bi visa dar segurança aos investidores, diminuir o risco-país, reduzir as taxas de juros e facilitar o acesso ao crédito para os argentinos, segundo o presidente Javier Milei.

Qual a previsão para o uso dos recursos do swap?

Os recursos do swap de US$ 20 bi poderão ser utilizados para pagar dívidas em 2026, caso a Argentina não consiga acessar o mercado de capitais, conforme detalhado por Milei.

Via InfoMoney

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
Jornalbits.com.br - Todos os direitos reservados