A assinatura do swap de US$ 20 bi entre Estados Unidos e Argentina, anunciada recentemente, não conseguiu conter a volatilidade cambial no país. A proximidade das eleições parlamentares intensifica a procura por proteção financeira, levando a uma desvalorização do peso argentino em relação ao dólar.
Por que o swap cambial não estabilizou o mercado argentino?
Apesar do anúncio do acordo de swap de US$ 20 bi entre o Banco Central da Argentina e o Tesouro dos EUA, o mercado não reagiu como esperado. A incerteza eleitoral impulsiona a demanda por dolarização, pressionando o peso argentino.
Operadores do mercado financeiro local indicam que o impacto positivo do swap de US$ 20 bi foi limitado pela percepção de que os recursos não serão imediatamente injetados nas reservas do país. O efeito real será sentido gradualmente, à medida que cada parcela do swap de US$ 20 bi for ativada.
Como o dólar está se comportando no mercado argentino?
No mercado atacadista, o dólar subiu 1,7%, cotado a 1.475 pesos, refletindo a forte demanda para a formação de ativos estrangeiros. Essa alta pressionou a taxa de câmbio oficial, que se aproximou do teto da banda estabelecida, fixada em 1.490,57 pesos para o dia.
Os bancos também ajustaram suas cotações de varejo, com o Banco Nación oferecendo o dólar a 1.485 pesos. No mercado paralelo, o “dólar blue” rompeu a barreira dos 1.500 pesos, fechando a 1.505 pesos para venda, evidenciando a busca por alternativas de proteção cambial.
Qual a análise dos especialistas sobre o cenário atual?
A Portfolio Personal Investors (PPI) alertou que o mercado argentino entrou em “uma zona de alta tensão”, com a proximidade das eleições de meio de mandato. A demanda por dolarização de carteiras, comum em períodos pré-eleitorais, se intensificou.
A empresa destaca que, historicamente, a formação de ativos estrangeiros no varejo tende a dobrar nos meses que antecedem as eleições, refletindo a busca por segurança em meio à incerteza política e econômica.
Qual a mensagem do presidente Javier Milei sobre a crise?
Em suas redes sociais, o presidente Javier Milei alertou sobre tentativas de gerar pânico financeiro antes das eleições. Ele compartilhou uma mensagem de um economista que acusava os peronistas de disseminarem boatos para desestabilizar o mercado.
As alegações incluem notícias falsas sobre o Tesouro dos EUA, o fim das bandas cambiais após as eleições, uma grande desvalorização e o uso excessivo de recursos para intervenção no mercado, além de riscos nos pagamentos da dívida.
Como Milei justifica o acordo de swap cambial?
Em entrevista, Milei afirmou que o objetivo do swap de US$ 20 bi é dar segurança aos investidores na Argentina, diminuindo o risco-país, reduzindo as taxas de juros e facilitando o acesso ao crédito para os argentinos.
Ele explicou que o swap de US$ 20 bi funciona como uma troca de moedas, onde os EUA oferecem crédito em dólares e a Argentina em pesos. O recurso só é utilizado quando necessário, podendo ser usado para pagar dívidas em 2026, caso o país não consiga acessar o mercado de capitais.
Perguntas Frequentes sobre Swap de US$ 20 bi
Por que o swap de US$ 20 bi não conteve a alta do dólar na Argentina?
O impacto do swap de US$ 20 bi foi limitado pela percepção de que os recursos não serão injetados imediatamente nas reservas do país, além da incerteza eleitoral que impulsiona a busca por proteção cambial.
Como o acordo de swap cambial pode beneficiar a Argentina?
O swap de US$ 20 bi visa dar segurança aos investidores, diminuir o risco-país, reduzir as taxas de juros e facilitar o acesso ao crédito para os argentinos, segundo o presidente Javier Milei.
Qual a previsão para o uso dos recursos do swap?
Os recursos do swap de US$ 20 bi poderão ser utilizados para pagar dívidas em 2026, caso a Argentina não consiga acessar o mercado de capitais, conforme detalhado por Milei.
Via InfoMoney






