Brasil deve investir em agricultura como a China, diz Marcos Jank

Marcos Jank destaca que investir na recuperação de áreas degradadas é essencial para o crescimento do agronegócio brasileiro.
13/09/2025 às 12:42 | Atualizado há 11 meses
Brasil deve investir em agricultura como a China, diz Marcos Jank

Para garantir a segurança alimentar e o crescimento econômico, o Brasil precisa aumentar seus investimentos em agricultura, seguindo o exemplo da China. A sugestão foi feita por Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global, durante o Bradesco BBI Agro Summit 2.0.

Segundo Jank, o país pode transformar áreas de pastagens degradadas em terras produtivas, impulsionando a produção de alimentos e reduzindo as emissões de carbono. Mas como o Brasil pode alcançar esse objetivo e quais os desafios a serem superados?

Por que o Brasil deve investir mais em agricultura?

Marcos Jank destacou que a China enxerga na África um potencial para a produção de alimentos que pode alimentar sua população. O Brasil, com um território semelhante, possui 120 milhões de hectares de pastagens degradadas. Essas áreas, além de emitirem carbono, têm baixa produtividade e alto consumo de água.

Com investimentos em agricultura, essas áreas podem ser convertidas em terras produtivas, aumentando a oferta de alimentos e gerando renda para o país. Além disso, a recuperação dessas áreas contribui para a redução das emissões de carbono e para a preservação dos recursos hídricos.

Qual o papel da Embrapa nessa estratégia?

Jank também ressaltou a importância do trabalho da Embrapa nos últimos 50 anos para transformar o Brasil de importador em exportador de alimentos. A Embrapa, com sua expertise em pesquisa e desenvolvimento, tem um papel fundamental no desenvolvimento de tecnologias e práticas agrícolas sustentáveis.

A parceria entre o setor público e privado é essencial para impulsionar a inovação e garantir a competitividade do agronegócio brasileiro. Quer saber mais sobre o avanço da ciência no Brasil? Clique aqui e confira.

Como as mudanças nas regras globais impactam o agronegócio?

O coordenador do Insper Agro Global também alertou para o enfraquecimento das instituições globais e das regras do comércio internacional. Segundo ele, a ONU não resolve os problemas de guerra, a OMC não resolve os problemas de comércio, a OMS não resolve os problemas de saúde e as COPs não resolvem os problemas do clima.

Nesse cenário, o aumento de tarifas e a adoção de políticas protecionistas por parte de grandes economias, como os Estados Unidos, podem prejudicar o acesso do Brasil aos mercados internacionais. Para Trump, corte de juros e tarifas mútuas são essenciais para a prosperidade dos EUA, saiba mais aqui.

Quais os desafios para o Brasil se tornar uma potência agrícola?

Apesar do grande potencial, o Brasil enfrenta desafios para se tornar uma potência agrícola. A falta de infraestrutura adequada, como estradas e portos, dificulta o transporte da produção e aumenta os custos. Além disso, a burocracia e a falta de crédito também são obstáculos para o desenvolvimento do setor.

Para superar esses desafios, é necessário que o governo invista em infraestrutura, simplifique os processos burocráticos e crie linhas de crédito específicas para o agronegócio. Quer saber mais sobre investimentos? A TRX está investindo milhões em centro de distribuição, clique aqui e confira.

Perguntas Frequentes sobre Investimentos em Agricultura

Por que investir em agricultura é importante para o Brasil?

Investir em agricultura é crucial para garantir a segurança alimentar, impulsionar o crescimento econômico e reduzir as emissões de carbono, transformando áreas degradadas em terras produtivas.

Qual o papel da Embrapa no desenvolvimento do agronegócio brasileiro?

A Embrapa desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de tecnologias e práticas agrícolas sustentáveis, transformando o Brasil de importador em exportador de alimentos.

Como as mudanças nas regras globais afetam o agronegócio brasileiro?

O enfraquecimento das instituições globais e o aumento de tarifas podem prejudicar o acesso do Brasil aos mercados internacionais, exigindo adaptação e busca por novas parcerias.

Via MoneyTimes

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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