Como as experiências pessoais influenciam crenças em teorias da conspiração no Brasil

Estudo revela como vivências pessoais ajudam a formar crenças em teorias da conspiração no Brasil.
06/12/2025 às 17:02 | Atualizado há 1 mês
Como as experiências pessoais influenciam crenças em teorias da conspiração no Brasil
<p>Você já se perguntou por que algumas pessoas acreditam em teorias da conspiração, mesmo quando há <b>evidências</b> claras do contrário? Um novo estudo explora como nossas experiências pessoais podem influenciar a formação de crenças, mesmo as mais estranhas, como a de que a Terra é plana ou que vacinas contêm microchips. A pesquisa, publicada na revista <i>Trends in Cognitive Sciences</i>, oferece uma nova perspectiva sobre o tema.</p>

<h2>Por que algumas pessoas abraçam crenças consideradas "extraordinárias"?</h2>
<p>De acordo com o estudo, a resposta pode ser mais simples do que imaginamos. As pessoas adotam essas crenças pelas mesmas razões que adotam qualquer outra: suas vivências as convencem de que são verdadeiras.</p>
<p>Essa perspectiva desafia a visão tradicional de cientistas sociais, que frequentemente consideram essas crenças imunes a fatos contrários, focando em vieses cognitivos e dinâmicas sociais como principais influenciadores.</p>

<h2>Como a experiência pessoal atua como um filtro nessas crenças?</h2>
<p>O estudo propõe que a experiência funciona como um filtro, determinando quais crenças se espalham com mais facilidade. A teoria da <b>Terra plana</b>, por exemplo, persiste porque, à primeira vista, o planeta parece plano.</p>
<p>Essa percepção visual imediata pode ser mais convincente para algumas pessoas do que as evidências científicas complexas que comprovam o formato esférico da Terra. É como se o "ver para crer" superasse o "aprender para crer".</p>

<h2>De que forma as experiências servem como gatilho para essas crenças?</h2>
<p>Experiências incomuns, como alucinações auditivas ou a paralisia do sono, podem ser difíceis de explicar. Para dar sentido a elas, as pessoas criam narrativas que se encaixam nessas vivências, mesmo que pareçam bizarras.</p>
<p>A paralisia do sono, por exemplo, onde a pessoa se sente acordada, mas incapaz de se mover, pode ser interpretada como a presença de seres sobrenaturais, especialmente por quem não tem formação científica. Um link interno interessante aqui é sobre a nova vacina Butantan-DV: primeira dose única contra a dengue no Brasil.</p>

<h2>As pessoas buscam ativamente experiências que confirmem suas crenças?</h2>
<p>O estudo destaca que, em muitos casos, as pessoas não apenas adotam crenças incomuns, mas também se envolvem em práticas que as reforçam. Um agricultor que busca a causa de seus abortos espontâneos através de rituais com curandeiros, por exemplo.</p>
<p>O uso de substâncias psicoativas em rituais religiosos ou práticas imersivas como a oração podem criar evidências que validam crenças específicas. É como se a pessoa criasse a própria realidade para confirmar o que já acredita, reforçando um ciclo de auto убеждение.</p>

<h2>Qual a importância de entender a formação dessas crenças?</h2>
<p>Compreender como as experiências moldam crenças extraordinárias pode ajudar a combater a desinformação. Ao reconhecer o papel da vivência na formação dessas crenças, é possível criar estratégias mais eficazes para promover o pensamento crítico e o questionamento.</p>
<p>Além disso, essa compreensão pode promover a empatia com quem pensa diferente. Em vez de rotular essas pessoas como "loucas" ou "mentirosas", podemos reconhecer que elas estão, honestamente, interpretando o mundo com base nas evidências que encontram. Outro link interno relevante aqui é sobre como inovação, inteligência artificial e biotecnologia estão transformando o mercado brasileiro.</p>
<i>Via <a href="https://redir.folha.com.br/redir/online/ciencia/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2025/12/como-experiencias-pessoais-podem-moldar-crencas-em-terra-plana-e-vacinas-com-microchips.shtml" rel="nofollow">Folha de S.Paulo</a></i>
Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
Jornalbits.com.br - Todos os direitos reservados