A IPO da Klarna, gigante sueca do “compre agora, pague depois”, agitou o mercado financeiro com uma estreia notável na NYSE. Após levantar US$ 1,37 bilhão, a fintech viu suas ações dispararem quase 15% logo no primeiro dia. Mas, afinal, o que explica esse sucesso e quais são os próximos passos da empresa?
Por que a Klarna se apresenta como um ‘fair financing‘?
A Klarna se destaca no mercado por oferecer um modelo de “fair financing“. A empresa permite o parcelamento de compras sem a cobrança de juros.
Essa estratégia visa atrair consumidores que buscam flexibilidade nos pagamentos, sem as taxas elevadas dos cartões de crédito tradicionais. O modelo tem se mostrado eficaz, impulsionando o crescimento da fintech globalmente.
Qual foi o desempenho das ações da Klarna no IPO?
A Klarna precificou suas ações a US$ 40, superando a faixa inicial de US$ 35-37. Durante o pregão, os papéis chegaram a atingir US$ 57,20, antes de fecharem em US$ 45,82.
Esse desempenho elevou o market cap da empresa para US$ 17,3 bilhões. Um resultado expressivo, mas ainda distante dos US$ 45,6 bilhões alcançados em 2021, durante o auge do e-commerce na pandemia.
Como a Klarna pretende usar os recursos do IPO?
A Klarna pretende investir em inovação e expansão global. A empresa quer fortalecer sua presença nos mercados onde já atua e explorar novas oportunidades em outros países.
Além disso, a fintech busca aprimorar seus serviços de banco digital, incluindo a emissão de cartões de débito e planos de assinatura. Recentemente, a Asaas recebe R$ 35 milhões e amplia sua atuação entre pequenas e médias empresas, mostrando o aquecimento do mercado de fintechs.
Quem são os principais investidores da Klarna?
A Sequoia Capital é a maior acionista da Klarna, detendo 23% dos papéis. A firma de VC multiplicou por 6 vezes o valor investido na fintech, transformando um aporte de US$ 500 milhões em uma participação de mais de US$ 3 bilhões.
O CEO e cofundador, Sebastian Siemiatkowski, possui 7,5% do capital, com uma participação avaliada em US$ 1,02 bilhão. Larry Ellison ultrapassa Elon Musk como maior bilionário do mundo, refletindo o dinamismo do mercado financeiro.
Qual é o modelo de negócio da Klarna e como ela gera receita?
A Klarna combina sistema de pagamentos e provedor de crédito. Sua principal fonte de receita são as taxas de transação pagas pelos vendedores, que variam entre 3% e 6%, além de uma taxa fixa.
A empresa também lucra com encargos de pagamentos em atraso e com a venda de anúncios em seu aplicativo. Os comerciantes aceitam o sistema da Klarna devido ao aumento na atração de consumidores, impulsionado pelas opções de parcelamento.
Quais são os planos futuros da Klarna?
A Klarna busca consolidar sua posição no mercado de buy now, pay later. A empresa está expandindo sua oferta de serviços de banco digital, com a emissão de cartões de débito e planos de assinatura.
A fintech também mira no mercado americano, onde já emitiu 700 mil cartões e possui 5 milhões de pessoas na lista de espera. O IPO deveria ter ocorrido no primeiro semestre, mas foi postergado devido à turbulência causada pelo tarifaço de Donald Trump.
Perguntas Frequentes sobre IPO da Klarna
O que é o serviço de ‘fair financing‘ da Klarna?
É um modelo de parcelamento de compras sem juros, que visa atrair consumidores que buscam alternativas aos cartões de crédito tradicionais.
Qual foi o desempenho das ações da Klarna no IPO?
As ações foram precificadas a US$ 40 e fecharam o primeiro dia em US$ 45,82, elevando o market cap da empresa para US$ 17,3 bilhões.
Quem são os principais investidores da Klarna?
A Sequoia Capital é a maior acionista, com 23% dos papéis, enquanto o CEO Sebastian Siemiatkowski detém 7,5% do capital.
Via Brazil Journal






