Eduardo Médicis, ex-gestor da Clave Capital, está lançando seu segundo fundo pela Lift Capital, após um primeiro fundo bem-sucedido com retornos expressivos. O novo fundo seguirá a estratégia de investir em operações complexas com proteção de downside e potencial de valorização. O Banco Pine e os sócios da gestora já garantiram R$ 55 milhões para alavancar o novo produto.
Qual é a estratégia por trás do crédito estruturado “apimentado” da Lift Capital?
A estratégia da Lift Capital, liderada por Eduardo Médicis, foca em crédito estruturado “apimentado”. A gestora busca oportunidades em empresas em recuperação judicial e operações de DIP finance.
Médicis explica que o mercado muitas vezes ignora essas operações por considerá-las pequenas e complexas demais, criando um nicho para a Lift Capital arbitrar essas oportunidades. A empresa se concentra em estruturar operações com downside protegido e potencial de equity via kicker.
Como a Lift Capital seleciona seus investimentos?
A Lift Capital adota um processo seletivo rigoroso para seus investimentos. A gestora analisa um grande volume de operações semanalmente.
Segundo Médicis, a Lift Capital recebe de 10 a 15 operações por semana, mas apenas três são selecionadas para uma análise aprofundada (deep dive). Uma parte crucial do trabalho é identificar onde não gastar tempo e, consequentemente, onde não investir.
Quais foram os investimentos de destaque do primeiro fundo da Lift Capital?
O primeiro fundo da Lift Capital realizou 13 investimentos, com duas saídas já concretizadas, que retornaram quase metade do capital investido aos cotistas. Entre os investimentos de destaque, estão operações com a Q2 Ingressos e a Turbi.
A Lift Capital financiou a Q2 Ingressos com R$ 17 milhões por 10 meses, permitindo que a empresa comprasse a exclusividade de vendas de ingressos para grandes turnês, incluindo a de Jorge & Mateus. A operação gerou um retorno nominal de 50%.
Outro investimento notável foi um venture debt para a Turbi em dezembro de 2022, quando a startup enfrentava dificuldades de caixa. Além de receber o principal de volta com juros, a Lift Capital converteu parte da dívida em equity, obtendo 5,5% do capital da Turbi.
Como foi a operação da Lift Capital no setor de energia?
A Lift Capital também atuou no setor de energia, concedendo um empréstimo de R$ 27 milhões a um empresário português com investimentos em geração eólica na Bahia. A operação envolveu a alienação fiduciária da terra e os recebíveis da Engie como garantia.
A operação gerou um retorno de IPCA+18%, resultando em um ganho de 45% ao ano em dois anos para a gestora. A empresa está atenta ao mercado de geração de energia, assim como a Prio que deve receber licença do Ibama para iniciar instalação de poços em Wahoo.
Qual o tamanho do novo fundo e quem são os investidores?
O Fundo II da Lift Capital terá o mesmo tamanho do primeiro, totalizando R$ 150 milhões. O Banco Pine, que possui uma parceria de originação e co-investimento com a Lift Capital, e os sócios da gestora já comprometeram R$ 55 milhões, garantindo o pontapé inicial do novo fundo.
O Sebrae-SP e Startup Genome também fazem levantamento inédito das startups na região metropolitana de São Paulo, o que demonstra o aquecimento do mercado de investimentos.
Perguntas Frequentes sobre Crédito Estruturado “Apimentado”
O que é crédito estruturado “apimentado”?
É uma estratégia de investimento que busca oportunidades em operações complexas, como empresas em recuperação judicial, com o objetivo de obter retornos elevados através de estruturas de crédito diferenciadas.
Como a Lift Capital protege seus investimentos?
A Lift Capital estrutura suas operações com downside protegido, utilizando garantias e seguros, além de realizar análises detalhadas para minimizar os riscos.
Qual o valor do novo fundo da Lift Capital e quem são os principais investidores?
O Fundo II da Lift Capital terá R$ 150 milhões, com o Banco Pine e os sócios da gestora já comprometendo R$ 55 milhões.
Via Brazil Journal






