Empreendedores brasileiros estão de olho no futuro e planejando como transformar o sucesso de seus negócios em dinheiro. Um estudo recente revelou que a grande maioria dos fundadores de empresas de tecnologia no Brasil espera ter a chance de “fazer caixa” nos próximos anos. Mas, como eles pretendem fazer isso e o que isso significa para o mercado?
Até quando empreendedores planejam ter liquidez até 2027?
De acordo com o estudo Founder Liquidity in Brazil, produzido pela Endeavor, 79% dos fundadores de empresas de tecnologia no Brasil estão de olho em eventos de liquidez para os próximos dois anos. Isso significa que a maioria espera transformar suas participações em dinheiro vivo até 2027.
O estudo, que contou com o apoio do Google Cloud e outras empresas, ouviu 118 empreendedores. Ele mostra que o ecossistema de startups está amadurecendo e se planejando para o futuro.
Quais são as formas mais comuns de buscar liquidez?
O levantamento da Endeavor aponta que as fusões e aquisições (M&As) e as vendas secundárias devem ser as principais formas de os empreendedores buscarem liquidez até 2027. Enquanto isso, as ofertas públicas iniciais (IPOs) devem ficar mais distantes.
Um IPO, ou seja, a abertura de capital da empresa na bolsa de valores, ainda é um sonho para muitos, mas não é mais a única forma de medir o sucesso. Vender parte da empresa ou se fundir com outra são alternativas cada vez mais consideradas.
Por que os IPOs estão menos populares?
O estudo indica que a retomada dos IPOs é esperada apenas para depois de 2030 no Brasil. Nos Estados Unidos, as projeções são um pouco mais otimistas, com uma possível volta a partir de 2028.
Guilherme Benchimol, fundador da XP, destaca que abrir capital exige que a empresa tenha tamanho, boa gestão e clareza no uso do dinheiro. Caso contrário, ele acredita que é melhor buscar investidores privados.
O que dizem os especialistas sobre essa tendência?
Juan Perroni, da Endeavor, acredita que essa busca por liquidez até 2027 mostra que o ecossistema amadureceu. Os empreendedores estão buscando diferentes formas de obter resultados, seja por meio de vendas secundárias, M&As ou, em um futuro mais distante, IPOs.
Vinicius Furlan, da Skyp Ventures, complementa dizendo que o empreendedor brasileiro está sendo mais realista. As vendas secundárias e M&As são vistas como formas de fortalecer o negócio e se preparar para o futuro.
Qual o impacto da liquidez para o ecossistema empreendedor?
O estudo da Endeavor mostra que os eventos de liquidez têm um efeito multiplicador. Após uma venda total da empresa, 51,9% dos fundadores voltam a empreender, enquanto 48,1% se tornam investidores. Além disso, em estágios mais avançados, muitos empreendedores destinam parte do capital para filantropia.
Essa onda de novos negócios e investimentos ajuda a fortalecer o ecossistema, criando um ciclo virtuoso de crescimento e inovação. Além disso, pode gerar uma onda de novos negócios criados por ex-funcionários, como foi o caso da 99.
Perguntas Frequentes sobre Liquidez até 2027
O que significa liquidez no contexto de empresas de tecnologia?
No contexto de empresas de tecnologia, liquidez se refere à capacidade dos fundadores e investidores de converterem suas participações na empresa em dinheiro, seja por meio de vendas secundárias, fusões e aquisições (M&As) ou ofertas públicas iniciais (IPOs).
Quais são as formas mais comuns de empreendedores buscarem liquidez?
As formas mais comuns de empreendedores buscarem liquidez são por meio de fusões e aquisições (M&As), onde a empresa é vendida ou se une a outra, e vendas secundárias, onde parte das ações da empresa é vendida para investidores.
Qual o impacto dos eventos de liquidez para o ecossistema empreendedor?
Os eventos de liquidez têm um impacto multiplicador no ecossistema empreendedor. Após uma saída total da empresa, muitos fundadores voltam a empreender ou se tornam investidores, além de destinarem parte do capital para filantropia, fortalecendo o ciclo de crescimento e inovação.
Via InfoMoney






