O Tribunal de Contas da União (TCU) deu sinal verde para o governo buscar o limite inferior da meta fiscal, mas fez um alerta importante. Essa decisão permite que a equipe econômica continue com essa prática, porém, com ressalvas sobre os riscos para a dívida pública e a credibilidade do arcabouço fiscal. Entenda os detalhes dessa decisão e o que ela significa para o futuro da economia.
Por que o TCU voltou atrás na decisão sobre a meta fiscal?
Em setembro, o TCU havia determinado que buscar o piso inferior da meta não estava de acordo com as regras. Essa decisão, no entanto, foi suspensa em outubro, abrindo espaço para uma nova análise.
Na última quarta-feira (3), a corte retirou a menção de que a estratégia era incompatível com o regramento. Agora, o TCU apenas sinaliza que adotar o piso da meta como parâmetro “pode representar risco ao alcance do objetivo de manter a dívida pública em níveis sustentáveis” e “à própria credibilidade” do arcabouço fiscal.
Qual é a meta fiscal para 2025 e qual a margem de tolerância?
Para 2025, o alvo é um déficit primário zero, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB). Essa margem corresponde a R$31 bilhões, tanto para mais quanto para menos.
Nas avaliações bimestrais do andamento fiscal, o governo tem buscado o limite inferior dessa margem de tolerância, o que agora está permitido, mas com a ressalva do TCU.
Qual o impacto dessa decisão para a dívida pública?
O TCU alertou que essa estratégia pode comprometer a sustentabilidade da dívida pública. A corte de contas enfatizou que, embora a busca pelo limite inferior da meta fiscal seja permitida, ela traz riscos significativos.
Essa preocupação se deve ao fato de que, ao mirar o piso da meta, o governo pode estar negligenciando a necessidade de manter a dívida pública em níveis considerados seguros e sustentáveis a longo prazo. A decisão do TCU serve como um lembrete para que o governo avalie cuidadosamente os impactos de suas escolhas fiscais.
O que é a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e qual a sua importância?
Ainda na quarta-feira, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou que o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 será analisado em sessão conjunta no final da manhã de quinta-feira.
A LDO é crucial, pois estabelece as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2026. Antes de ser votada na sessão conjunta do Congresso Nacional, a proposta da LDO precisa ser analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO).
Alcolumbre mencionou que ele e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), têm trabalhado em conjunto com membros da CMO e líderes para alinhar a tramitação da proposta e do projeto de Lei Orçamentária de 2026. Quer saber mais sobre política? Veja como David Sacks, figura do Vale do Silício, gera controvérsia na Casa Branca por favorecer interesses pessoais e amigos.
Qual o impacto da decisão do TCU no arcabouço fiscal?
O TCU também alertou que a estratégia de buscar o piso da meta fiscal pode impactar a credibilidade do arcabouço fiscal. O arcabouço fiscal é um conjunto de regras que visam garantir a estabilidade das contas públicas e a sustentabilidade da dívida.
A decisão do TCU destaca a importância de o governo ser transparente e responsável na gestão das finanças públicas. Para saber mais sobre finanças, veja essa análise sobre o que a Vale deve apresentar no evento em Londres segundo o Bradesco BBI.
Perguntas Frequentes sobre Meta fiscal TCU
O que o TCU decidiu sobre a meta fiscal?
O TCU permitiu que o governo busque o limite inferior da meta fiscal, mas alertou para os riscos que essa estratégia pode trazer para a sustentabilidade da dívida pública e a credibilidade do arcabouço fiscal.
Qual a margem de tolerância da meta fiscal para 2025?
A meta para 2025 é de déficit primário zero, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB, o que corresponde a R$31 bilhões para mais ou para menos.
Via Money Times






