O ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu ter utilizado um “ferro de solda” em sua tornozeleira eletrônica. A confissão ocorreu durante uma abordagem de autoridades do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) em sua residência. O incidente aconteceu na madrugada de sábado, após um alerta de violação do dispositivo. A Polícia Federal prendeu Bolsonaro preventivamente após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a “novos elementos que indicam risco concreto de fuga e ameaça à ordem pública”.
Por que Jair Bolsonaro foi abordado em sua residência?
A abordagem ocorreu após um alerta emitido pela tornozeleira eletrônica que o ex-presidente estava utilizando. As autoridades do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) foram acionadas para verificar a situação.
O objetivo era apurar a razão do disparo do alerta e garantir que as condições impostas pela Justiça estavam sendo cumpridas. A situação rapidamente escalonou, levando à descoberta de que o próprio Bolsonaro havia danificado o equipamento.
O que Bolsonaro alegou ter feito com a tornozeleira?
Segundo o relatório do Cime e um vídeo da ocorrência, Bolsonaro admitiu ter usado um “ferro de solda” na tornozeleira. Questionado sobre o que havia utilizado, o ex-presidente respondeu: “Eu meti ferro quente aí. Curiosidade”.
Ele informou que começou a aplicar a solda no dispositivo no fim da tarde de sexta-feira. Essa ação gerou o alerta que levou as autoridades até sua residência. A alegação de curiosidade como motivo para danificar o equipamento é um ponto central na investigação.
A tornozeleira apresentava sinais de choque, como foi inicialmente informado?
O relatório do Cime esclareceu que, “diferente do que havia sido informado inicialmente, a tornozeleira não apresentava sinais de choque em escada”. Em vez disso, o equipamento exibia “sinais claros e importantes de avaria”.
Essa constatação é crucial, pois indica que o dano não foi acidental, mas sim resultado de uma ação deliberada. A informação inicial sobre o choque em escada foi descartada após a análise detalhada do dispositivo.
Qual foi a reação do STF diante da violação da tornozeleira?
Após a constatação da violação da tornozeleira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. A decisão foi motivada por “novos elementos que indicam risco concreto de fuga e ameaça à ordem pública”.
Moraes também determinou que a defesa de Bolsonaro se manifestasse no prazo de 24 horas sobre a violação da tornozeleira. A determinação de prisão preventiva e o prazo para manifestação da defesa demonstram a seriedade com que o STF tratou o caso, como também foi no caso da suspensão da divulgação do relatório de empregos de outubro por falta de dados.
Quais as implicações legais para Bolsonaro?
A violação da tornozeleira eletrônica e a subsequente prisão preventiva podem trazer sérias implicações legais para Bolsonaro. A manifestação da defesa no prazo de 24 horas é um passo crucial para determinar os próximos passos do processo. Vale lembrar que o governo diminuiu a contenção de gastos dos ministérios de R$ 12,1 bi para R$ 7,7 bi, o que pode impactar indiretamente a segurança e a justiça.
Além das possíveis sanções relacionadas à violação da tornozeleira, a alegação de risco de fuga e ameaça à ordem pública pode levar a um aprofundamento das investigações sobre outras acusações pendentes contra o ex-presidente, como no caso dos golpes pelo Pix que chegaram a 28 milhões de casos no Brasil em 2025.
Perguntas Frequentes sobre Jair Bolsonaro tornozeleira eletrônica
Por que Bolsonaro foi preso?
Bolsonaro foi preso preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, devido a “novos elementos que indicam risco concreto de fuga e ameaça à ordem pública”, após a violação de sua tornozeleira eletrônica.
O que Bolsonaro fez com a tornozeleira?
Bolsonaro admitiu ter usado um “ferro de solda” na tornozeleira eletrônica, alegando “curiosidade” como motivo para danificar o equipamento.
Qual foi a reação do STF?
O STF, através do ministro Alexandre de Moraes, determinou a prisão preventiva de Bolsonaro e exigiu que sua defesa se manifestasse em 24 horas sobre a violação da tornozeleira.
Via Money Times






