Convenção da ONU contra crime cibernético é aberta para adesão global

Brasil assina convenção da ONU contra o cibercrime para fortalecer cooperação internacional e segurança digital.
26/10/2025 às 21:04 | Atualizado há 9 meses
Convenção da ONU contra crime cibernético é aberta para adesão global

O Brasil acaba de dar um passo importante no combate ao cibercrime. Em Hanói, no Vietnã, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, assinou a Convenção contra o cibercrime das Nações Unidas. Este acordo global, que busca fortalecer a cooperação internacional e aprimorar as ferramentas de prevenção e resposta a crimes cibernéticos, já conta com a adesão de 65 países.

A convenção, que foi aberta para assinatura neste sábado, 25, representa um marco legal para lidar com as ameaças digitais que transcendem fronteiras. Mas, afinal, o que essa convenção realmente traz de novo e como ela pode impactar o Brasil?

Por que essa convenção é tão importante para o combate ao cibercrime?

A Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético surge como uma resposta à crescente sofisticação e alcance dos crimes cibernéticos. Crimes como terrorismo, tráfico de pessoas e fraudes financeiras se aproveitam das tecnologias da informação e comunicação para operar em uma escala sem precedentes. A necessidade de um esforço global coordenado se tornou urgente.

Segundo o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, a convenção é um instrumento jurídico poderoso que fortalece as defesas coletivas contra o cibercrime. Ela representa um compromisso de que nenhum país, independentemente do seu nível de desenvolvimento, ficará desprotegido diante dessas ameaças. A Claro Empresas lança APIs para combater fraudes em cadastros de usuários, o que mostra a preocupação crescente com a segurança digital.

Quais são os principais pontos de destaque da Convenção?

A convenção inova ao estabelecer um marco jurídico global para a coleta, compartilhamento e uso de provas eletrônicas em investigações de crimes graves. Até agora, não existiam normas internacionais amplamente aceitas sobre como lidar com essas provas, o que dificultava a cooperação entre países.

Além disso, o tratado criminaliza os crimes ciberdependentes e outras infrações, como fraudes online, abuso e exploração sexual infantil, e aliciamento de crianças na internet. Um ponto inovador é o reconhecimento da divulgação não consensual de imagens íntimas como crime. A convenção também cria uma rede mundial de contato permanente, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, para facilitar a cooperação rápida entre os países. Oito em cada dez bancos no Brasil adotam inteligência artificial generativa para combater fraudes, um reflexo da importância da tecnologia na segurança.

Como a convenção vai fortalecer a cooperação internacional?

Um dos pilares da Convenção é o fortalecimento da cooperação internacional. Isso envolve a troca de informações, assistência técnica e o desenvolvimento de capacidades, especialmente nos países em desenvolvimento. A ideia é que, com mais recursos e conhecimento, todos os países possam combater o cibercrime de forma eficaz.

A Diretora-Executiva do UNODC, Ghada Waly, destaca que a convenção oferece aos Estados-Membros um instrumento essencial para enfrentar o desafio do crime cibernético juntos. A assinatura da convenção demonstra o valor duradouro da cooperação multilateral e o compromisso de criar um mundo digital mais seguro para todos. A China avança na produção nacional de memória HBM3 para chips de IA da Huawei, mostrando a importância da tecnologia na geopolítica global.

Quando a convenção entrará em vigor?

A Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético foi adotada pela Assembleia Geral da ONU em dezembro de 2024. Para que ela entre em vigor, é necessário que pelo menos 40 países a ratifiquem. A partir daí, a convenção passará a valer 90 dias após a ratificação pelo 40º país.

A expectativa é que, com a adesão de um número significativo de países, a convenção se torne uma ferramenta poderosa no combate ao cibercrime em escala global, promovendo um ambiente digital mais seguro e confiável para todos. A Samsung retoma atualização do Galaxy S23 com novo patch de segurança, um lembrete constante da necessidade de proteger nossos dispositivos e dados.

Perguntas Frequentes sobre Convenção contra o cibercrime

Qual o objetivo principal da Convenção contra o Crime Cibernético?

O objetivo principal é fortalecer a prevenção e a resposta ao crime cibernético, promovendo a cooperação internacional, a assistência técnica e o desenvolvimento de capacidades, especialmente em países em desenvolvimento.

Quais são os crimes que a Convenção busca criminalizar?

A Convenção criminaliza crimes ciberdependentes, fraudes online, produção e distribuição de material de abuso e exploração sexual infantil, aliciamento de crianças na internet e a divulgação não consensual de imagens íntimas.

Via TI Inside

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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