Fintech sofre ataque cibernético e tem R$ 26 milhões desviados

Ataque cibernético a fintech resulta no desvio de R$ 26 milhões via Pix, gerando alerta do Banco Central.
22/10/2025 às 10:27 | Atualizado há 9 meses
Fintech sofre ataque cibernético e tem R$ 26 milhões desviados

Um ataque cibernético a Fintech FictorPay resultou no desvio de R$ 26 milhões de seus clientes no último domingo, 19. A informação foi divulgada pelo PlatôBR e confirmada pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O incidente ocorreu devido ao vazamento de credenciais da empresa de software Dilleta Solutions, que presta serviços para a fintech.

Como o ataque cibernético à FictorPay aconteceu?

O ataque teve como porta de entrada um vazamento de credenciais da Dilleta Solutions, empresa de software que atende a FictorPay. A Dilleta confirmou a invasão e informou que está colaborando com as autoridades na investigação. A suspeita é que outros parceiros da Dilleta também foram afetados, elevando o valor total desviado para cerca de R$ 40 milhões.

A FictorPay, por sua vez, declarou que seus sistemas não foram diretamente comprometidos. A Celcoin, que fornece serviços de bank as a service (BaaS) para a FictorPay, também comunicou que sua estrutura não foi o alvo direto do ataque. Uma empresa de BaaS oferece infraestrutura tecnológica para outras companhias que desejam ofertar serviços financeiros.

Qual foi a reação do Banco Central?

O Banco Central (BC) alertou a Celcoin sobre movimentações atípicas nas contas de clientes da FictorPay, com saídas via Pix em volumes acima do normal. A Celcoin, então, comunicou o fato à FictorPay. Essa situação intensificou a preocupação do BC com os limites de valores para transações via Pix.

O BC já havia estabelecido um limite de R$ 15 mil para transações Pix realizadas por instituições não autorizadas ou que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional (RFSN) através de Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs). Agora, a autarquia considera estender essa limitação também para as instituições autorizadas, dada a urgência do caso.

Qual o papel da Celcoin no sistema Pix da FictorPay?

A FictorPay não participa diretamente do Pix e depende de outras empresas para acessar o sistema. No caso, a Celcoin, que é uma empresa autorizada pelo BC e participante direta do Pix, oferecia à FictorPay a integração ao sistema de pagamentos no modelo conhecido como “Pix Indireto”. Assim, a Celcoin atuava como titular da conta de pagamentos instantâneos.

As transações realizadas no domingo não partiram de PSTIs, o que significa que não estavam sujeitas ao limite de R$ 15 mil por movimentação. Esse detalhe levantou um debate sobre a necessidade de revisão dos limites e regras para diferentes tipos de participantes do Pix.

Em outro caso recente, a Oncoclínicas e Banco Master firmaram acordo para resgatar R$ 478 milhões em CDBs. Clique aqui para saber mais.

Quem é a Dilleta Solutions?

A Dilleta Solutions é uma startup fundada em 2014 por Michel Cusnir, surgida dentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente, a empresa está sediada no Parque Científico e Tecnológico da universidade e conta com mais de 110 funcionários. Sua principal atividade é o desenvolvimento de software e aplicativos.

As empresas de tecnologia são alvos constantes de ataques, recentemente, uma pane na nuvem da Amazon afetou mais de 500 aplicativos e expôs riscos da dependência única. Saiba mais sobre esse caso.

Perguntas Frequentes sobre Ataque cibernético a Fintech

Quais empresas foram afetadas pelo ataque cibernético?

A FictorPay teve R$ 26 milhões desviados de seus clientes, enquanto a Dilleta Solutions, fornecedora de software, confirmou ter sofrido uma invasão em seus sistemas. A Celcoin, que presta serviços de bank as a service para a FictorPay, também se pronunciou, afirmando que sua estrutura não foi o alvo direto do ataque.

Qual foi a reação do Banco Central diante do ataque?

O Banco Central, após ser alertado sobre as movimentações atípicas, intensificou a preocupação com os limites para transações via Pix. A autarquia avalia impor limites para operações a todas as instituições, não apenas as que usam Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs).

Via InfoMoney

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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