Ransomware Interlock avança e acende alerta em agências de cibersegurança

Ransomware Interlock atinge novos níveis de sofisticação e preocupa setores vitais com ataques sofisticados.
18/10/2025 às 19:28 | Atualizado há 10 meses
Ransomware Interlock avança e acende alerta em agências de cibersegurança

O ransomware Interlock, conhecido por seus ataques nos últimos meses, atingiu um novo patamar de sofisticação, tornando-se uma preocupação crescente para empresas de cibersegurança. Um relatório recente da Forescout revelou que o malware agora tem capacidade de atingir alvos de grande importância nos setores de saúde, governo e manufatura.

Atingindo um estágio avançado, o Interlock opera quase como uma plataforma, permitindo que grupos parceiros executem ataques em seu nome. O processo é feito pelo próprio ransomware, desde a invasão inicial até a criptografia e exfiltração dos dados.

Quais setores o Ransomware Interlock tem como alvo?

Inicialmente focado em sistemas Windows, o Interlock expandiu seu alcance para incluir vítimas que utilizam Linux, BSD e servidores VMware ESXi. Os criminosos cibernéticos aprimoraram suas técnicas, utilizando servidores C2 da Cloudflare e Azure para manter suas operações.

O aumento da capacidade de ataque e os métodos de invasão fizeram do Interlock uma ferramenta poderosa para agentes mal-intencionados. A Forescout aponta que o ransomware atingiu esse nível de maturidade em fevereiro deste ano, o que levou a Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestruturas dos Estados Unidos (CISA) a emitir alertas sobre seu potencial destrutivo.

Quando o Interlock foi descoberto pela primeira vez?

O primeiro registro do ransomware Interlock ocorreu em outubro de 2024, identificado em um site de verificação de arquivos. Ele opera de maneira clássica, criptografando os dados da vítima e exigindo um resgate para a sua liberação.

A origem exata do Interlock ainda não é totalmente conhecida, mas pesquisadores acreditam que o malware se instala por meio de backdoors nos computadores das vítimas. Os ataques atribuídos ao ransomware afetaram alvos nos EUA e na Itália, incluindo os setores de educação, financeiro, governamental e de saúde. Empresas especializadas em segurança da informação em tempos de ataques cibernéticos reforçam a necessidade de manter equipamentos atualizados.

Como se proteger do Ransomware Interlock?

Com o crescente poder de invasão e exfiltração de dados do Interlock, é provável que mais vítimas sejam afetadas nos próximos meses. Como o grupo não segue uma política clara na escolha de seus alvos, a recomendação é que as empresas invistam em sistemas de proteção robustos para mitigar o risco de ataques.

A falta de um padrão claro nos alvos do ransomware Interlock exige uma postura proativa e investimentos contínuos em cibersegurança. A implementação de medidas preventivas e a conscientização dos funcionários são cruciais para minimizar a vulnerabilidade a este tipo de ameaça.

Via TecMundo

Apaixonado por tecnologia desde cedo, André Luiz é formado em Eletrônica, mas dedicou os últimos 15 anos a explorar as últimas tendências e inovações em tecnologia. Se tornou um jornalista especialista em smartphones, computadores e no mundo das criptomoedas, já compartilhou seus conhecimentos e insights em vários portais de tecnologia no Brasil e no mundo.
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